Commodities Agrícolas
Quebra sul-americana.
O fortalecimento da expectativa de que a oferta na América do Sul, notadamente de Brasil e Colômbia, será menor que o inicialmente esperado provocou nova valorização do café ontem na bolsa de Nova York. Em entrevista à agência Bloomberg, Luis Genaro, presidente da federação colombiana de café, estimou que a demanda global crescerá 2% ao ano na próxima década e que o incremento da oferta não acompanhará o ritmo. Depois da terceira forte alta seguida - a de ontem foi de 255 pontos -, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,8140 por libra-peso no mercado nova-iorquino. No Brasil, a saca do café de boa qualidade saiu entre R$ 325 milhões e R$ 340 milhões, segundo informações do Escritório Carvalhaes. , de Santos.
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Ajustes em Nova York.
Um movimento de ajuste de posições, após uma forte queda na quinta-feira da semana passada seguida por uma discreta variação na sexta, influenciou a disparada das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,4035 por libra-peso, ganho de 335 pontos em relação à sessão anterior. Como pano de fundo para as oscilações observadas perduram a menor oferta global deste ano, fruto de adversidades climáticas e fitossanitárias em São Paulo e na Flórida - que reúnem, nesta ordem, os dois maiores parques citrícolas do planeta -, mas já a expectativa de avanço no ano que vem. No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 15,08, segundo o Cepea/Esalq.
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Rendimento e demanda.
Produtividade abaixo do esperado nas primeiras colheitas nos EUA e forte demanda sustentaram as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em dezembro fechou com alta de 5,50 centavos de dólar a US$ 4,415 por bushel. No início do mês, o USDA projetou produtividade média de 165 bushels por acre, mas a expectativa dos traders, segundo a Dow Jones Newswires, é que o governo reduza o rendimento em seu próximo relatório de oferta e demanda. No Brasil, o milho está em alta em decorrência de intervenções governamentais, aumento das exportações e quebra na produção de trigo na Rússia. De acordo com a Céleres. , os preços subiram, em média, 9,5%, em 30 dias. No porto de Paranaguá, a saca ficou em R$ 21,20 na semana passada, alta de 4,7% em relação à semana anterior.
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Estiagem prolongada.
Os contratos futuros do trigo registraram ontem a maior alta em quase uma semana na bolsa de Chicago. Segundo a Bloomberg, o movimento foi impulsionado por especulações de que o tempo seco afetará a produção mais que o esperado na Argentina e no Brasil. Segundo a T-Storm Weather. , de Chicago, mais chuvas também serão necessárias na Rússia e na Ucrânia, onde os produtores se preparam para semear o trigo de inverno. A safra atual desses dois países já havia sido afetada pela estiagem. O clima adverso provocou alta de 47% desde o fim de junho. Em Chicago, os papéis para dezembro ficaram em US$ 7,0450 por bushel, alta de 9,50 cents. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou em R$ 24,18, queda de 0,49%, segundo o Deral.