Participação no mercado de trabalho baiano cresceu nos últimos 10 anos

15/09/2010

Participação no mercado de trabalho baiano cresceu nos últimos 10 anos

 

Nos últimos 10 anos, o mercado de trabalho baiano apresentou aumento da taxa de crescimento. Entre 1999 e 2009, passou de 61,5% para 63,5%, em tendência oposta à verificada no Brasil e no Nordeste, onde as taxas passaram, respectivamente, de 61% para 59,7%, e de 61,1% para 59,6%.

As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad 2009/IBGE), analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

Apesar do aumento da pressão sobre o mercado de trabalho baiano, expresso pelo comportamento da taxa de participação, a Pnad 2009 indica que o desemprego se manteve no mesmo patamar de 1999, em torno de 9,3%, apresentando trajetória crescente no início da década de 2000 e voltando a este patamar nos anos finais analisados.

Para o Brasil, onde diminuiu a pressão ao longo da década, a taxa variou de 9,6% para 8,3%. Já no conjunto do Nordeste, mesmo com o arrefecimento da taxa de participação, o desemprego cresceu de 8% para 8,9%, entre 1999 e 2009.

Escalas geográficas – Nas três escalas geográficas (Brasil, Nordeste e Bahia), as menores taxas de desemprego registradas no período 1999-2009 ocorreram em 2008 – respectivamente com 7,1%, 7,5% e 9%. Os dados disponíveis foram sistematizados pela Diretoria de Pesquisas da SEI a partir do Banco Multidimensional de Estatística (BME/IBGE).

"O ano de 2008 foi um período em que a economia brasileira, até o terceiro trimestre, vinha apresentando excelente ritmo de crescimento. Já, em 2009, os dados evidenciam os efeitos da crise sobre o mercado de trabalho nacional. No caso baiano, especificamente, contabilizou-se aumento da taxa de desemprego, de 9%, em 2008, para 9,3%, em 2009.

Situação semelhante foi constatada nas duas outras escalas geográficas em questão. "Mas na Bahia o crescimento do desemprego se manifestou com menor intensidade", ressaltou o coordenador de Pesquisas Sociais da SEI, Laumar Neves.

Educação – Os níveis de exigência com relação à educação formal dos trabalhadores baianos se elevaram no decorrer da década de 2000. O fenômeno foi também visualizado no conjunto do país e do Nordeste.

Em termos relativos foram os trabalhadores com as melhores credenciais ocupacionais que mais ampliaram a participação no conjunto da ocupação.

Em 1999, o grupo de trabalhadores com 15 anos ou mais de estudos respondia por 2,4% de toda a ocupação baiana, enquanto que em 2009 passou a responder por 5,4% dos ocupados, crescendo proporcionalmente acima do Brasil (de 6,7% para 10,7%) e do Nordeste (de 3,4% para 6,3%).

No período 1999-2009, a SEI constatou ampliação da proporção de contribuintes à Previdência Social, saindo de 24,4% para 35,7%, o que corresponde a 11,3 pontos percentuais de incremento, pouco superior ao número encontrado para o Nordeste (11,1 pontos) e acima do apurado no Brasil (9,8 pontos percentuais). No plano nacional, essa proporção já alcança a marca de 53,3%.

Rendimento – A análise da distribuição das famílias baianas por classe de rendimento revela que, no período 1999-2009, houve queda substantiva na proporção de pessoas sem rendimento, passando de 22,4 para 16,1%. Este fenômeno é também constatado no país e no Nordeste, onde o indicador passa, respectivamente, de 14,3% para 8,9% e de 24% para 15,5%.

No mesmo período, aumentou o número de pessoas que recebem até meio salário mínimo na Bahia (de 9,9% para 20,9%) e dos que são remunerados com mais de meio salário até um salário mínimo (de 25,3% para 28,3%).

Pesquisa constata crescimento do acesso à água no meio rural

O acesso à água no estado da Bahia é um dos indicadores que também melhoraram em 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2009/IBGE). Em 2008, a proporção de domicílios que possuíam água canalizada, em pelo menos um cômodo do domicílio, era de 83,9%, enquanto que em 2009 a proporção era de 85,7%.

Entre os domicílios urbanos, a proporção variou de 96,6%, em 2008, para 96,9%, em 2009. O maior aumento, em termos proporcionais, foi observado no meio rural, onde a participação de domicílios com canalização interna de água, em pelo menos um cômodo, aumentou de 53,7%, em 2008, para 58,5% em 2009.

As informações foram apuradas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) com base nos microdados da Pnad.

Poços e nascentes – Em relação à forma de abastecimento de água nos domicílios com canalização interna, verifica-se que a proporção de domicílios ligados à rede geral aumentou de 76,6% para 77,1% no período 2008-2009. Houve crescimento também nas proporções de domicílios com canalização interna ligados a poços e nascentes, com ampliação de 6,7%, em 2008, para 7,7%, em 2009.

Considerando os domicílios que possuíam abastecimento de água sem canalização interna, as proporções diminuíram tanto nos domicílios ligados à rede geral como nos domicílios ligados a poço ou nascente.

No ano passado, 95,1% dos domicílios urbanos estavam ligados à rede geral e tinham canalização interna. No meio rural, a proporção ficou em torno de 33,7%.


 

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