Commodities Agrícolas

23/09/2010

Commodities Agrícolas

 


Chuvas no Brasil A expectativa de chuvas para a próxima semana nas regiões produtoras de café do Brasil fez com que os preços da commodity fechassem em queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março terminaram a quarta-feira cotados a US$ 1,8155 por libra-peso, em queda de 280 pontos em relação ao dia anterior. Segundo a Dow Jones Newswires, o desenvolvimento das lavouras de café que serão colhidas em 2011, no ciclo de baixa da cultura, vai ser beneficiado pelas próximas chuvas. A Somar Meteorologia espera por chuvas fortes entre a última semana de setembro e a primeira de outubro sobre os principais Estados produtores do Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq terminou o dia em queda de 1,56% a R$ 321,73 por saca.

Oferta maior Os contratos futuros do algodão reverteram ontem os preços mais altos em 15 anos e fecharam em queda na bolsa de Nova York. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu a especulações de que a Índia - segundo maior produtor mundial de algodão - poderá relaxar os limites de exportações do produto. O país deve produzir na próxima safra 34,5 milhões de fardos, um incremento de 17%, disse Nayan Mirani, vice-presidente da Associação Indiana de Algodão, que reúne 450 produtores e traders. Assim, os papéis com entrega em dezembro fecharam a 99,62 centavos por libra-peso, recuo de 117 pontos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão ficou em R$ 2,0615, com variação positiva de 0,64%. No mês, a queda acumula 8,1%.

Dólar em queda Indicações de que haverá aquecimento na demanda pela soja americana impulsionaram os contratos futuros da oleaginosa ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 10,9850 por bushel, com alta diária de 8,50 centavos de dólar. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, o país embarcou 226 mil toneladas à China, fechando a semana com 621 mil toneladas vendidas. "A demanda continua forte", afirmou Don Roose, presidente da US Commodities, em entrevista à Bloomberg. "A desvalorização do dólar está mantendo o grão americano competitivo". No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para a saca de 60 quilos da soja ficou em R$ 43,51, com valorização de 0,09%. No mês, a commodity acumula alta de 4,39%.

Reversão de tendência Os contratos futuros do trigo subiram ontem pela primeira vez em três dias nas bolsas americanas sustentados pela queda do dóla, que melhorou as perspectivas para as exportações dos EUA. O país é o maior exportador mundial do cereal. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em março de 2011 fecharam a US$ 7,5025 por bushel, com alta de 2,25 centavos de dólar. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os papéis para o mesmo período subiram 6,25 centavos, para US$ 7,6925 por bushel. "Estamos em alta porque o dólar está fraco", disse Dewey Strickler, presidente da Ag Watch Market Advisers, à Bloomberg. No mercado paranaense, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo ficou em R$ 25,80, queda de 0,23%, segundo o Deral.

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