Pesquisador americano fala sobre extensão rural em países desenvolvidos
Os serviços de extensão rural para caprinocultura em países desenvolvidos foi o tema abordado pelo pesquisador da Langston University, Terry Gipson, durante a 7ª Semana Nacional da Caprinocultura e Ovinocultura Brasileiras, que se encerra hoje em Recife (PE).
Gipson ministrou uma palestra bastante didática onde pontuou algumas características do aprendiz adulto, como a autonomia, a prontidão para aprender, a base de informações pré-existente e o imediatismo na aplicação dos novos conhecimentos. “No aprendizado adulto, o educador é facilitador e deve estar ciente de que o público é voluntário e precisa ser cativado”.
Segundo ele, a estrutura para aprendizado adulto abrange um trabalho indutivo, que se relaciona com a vida e leva em conta a base de conhecimento existente e a solução de problemas reais; a transmissão de novos conteúdos; além da aplicação prática e a integração das novas informações à vida diária, ao cotidiano dos aprendizes.
O pesquisador lembrou que o aprendizado de adultos pode ser desconfortável. “Eles são apresentados a informação que negam, contradizem ou mudam o conhecimento que já detêm. Por isso o educador deve compreender e considerar essa realidade e buscar reorientar o comportamento dos aprendizes e incentivar a mudança de atitude para adoção das novas informações e estratégias”.
Algumas das competências consideradas importantes para os educadores que trabalham com adultos são os conhecimentos de extensão, liderança e gerenciamento, tecnologias, comunicação, programas, recursos, mercado, relações públicas, desenvolvimento comunitário, entre outras.
Terry Gipson falou ainda sobre tipos de sistemas de transmissão de conhecimentos utilizados nos países desenvolvidos. O primeiro refere-se a contatos individuais e abrange visitas às propriedades, envio de correspondências, contatos telefônicos, e-mails, entre outros. Apesar de atingir um pequeno número de pessoas, tem a vantagem de facilitar a documentação dos impactos porque cria um relacionamento com esse público.
O segundo sistema é o de contatos grupais por meio de clínicas, workshops,dias de campo etc. “Assim atinge-se grupos maiores, mas perde-se nas interações com o público alvo”, explica. Nesse sistema, ele enfatiza, é importante a palavra de outros produtores que testemunhem os benefícios que já venham obtendo com a tecnologia em foco.
O terceiro e último sistema apresentado utiliza os meios de comunicação de massa (rádio, televisão, publicações impressas etc), que além de impessoais também dificultam a medição dos resultados que estão sendo alcançados. “Esse modelo tem sido mais utilizada em detrimento de outros, apesar das desvantagens”, afirma Gipson.
O estudioso destacou, ao final da palestra, o uso das redes sociais no processo de transferência de tecnologias nos países desenvolvidos, como o twitter, facebook e seus aplicativos para smartphones, blogs e sites que têm o tráfego monitorado por programas específicos a fim de subsidiar a administração desses serviços.
Fonte:
Adriana Brandão – MTb CE01067JP
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