Commodities Agrícolas
Chuvas na Índia Os futuros de açúcar fecharam em alta na quinta-feira na bolsa de Nova York com notícias de chuvas excessivas nas regiões produtoras da Índia. Os contratos para março fecharam em 23,62 centavos de dólar por libra-peso, alta de 43 pontos. Segundo André Acosta, consultor de gerenciamento de risco da FCStone, também contribuiu para a alta o fato de o México ter autorizado a importação de mais 100 mil toneladas da commodity, sinalizando aquecimento da demanda. "O governo do México já tinha aprovado a importação de 250 mil toneladas. Agora, ampliou a cota", diz Acosta. Do lado técnico, a expiração da tela de outubro também está pressionando as cotações para cima. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 1,64%, com a saca de 50 quilos do açúcar cristal valendo R$ 61,44.
Seca prolongada Os futuros de café subiram na quinta-feira na bolsa de Nova York diante da preocupação de que a falta de chuvas vai reduzir a projeção de colheita no Brasil, maior produtor mundial. Os contratos com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 1,8310 por libra-peso, alta de 155 pontos. O Brasil está diante de uma estiagem desde abril e precisa de chuvas neste mês, quando os pés de café iniciam o florescimento para produzir os grãos para a colheita do próximo ano, informou a Bloomberg. Em até sete dias, contados a partir de 30 de setembro, pode chover 200 milímetros, segundo Expedito Rebello, chefe de pesquisa do Instituto de Meteorologia (Inmet). No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica teve alta de 0,56% fechando em R$ 323,53 a saca de 60 quilos.
Sem tempestades Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado caíram na quinta-feira no mercado americano, revertendo a tendência altista de preços. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a ameaça de estragos provocados por furacões nos pomares da Flórida já não é tão grande. Ontem, a tempestade tropical Lisa foi rebaixada pelo Centro Nacional de Furacões. As preocupações também cessaram em relação à uma área de turbulências ao norte da Venezuela. "O temor de tempestades parece ter desaparecido", disse à agência Fain Shaffer, da Infinity Trading. Na bolsa de Nova York, os papéis com entrega em janeiro recuaram para 515 pontos, para US$ 1,5880 por libra-peso. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a caixa de 40,8 quilos ficou em R$ 15,19.
Compras suspensas Os futuros do trigo caíram na quinta-feira na bolsa de Chicago por causa do cancelamento de compras do Egito de produto americano. Os papéis para março encerraram o pregão a US$ 7,2825 o bushel, retração de 22 centavos de dólar. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA realçados pela Bloomberg, o Egito suspendeu a compra de 220 mil toneladas do cereal e compradores desconhecidos cancelaram outras 275 mil toneladas. Os grãos eram para entrega na temporada que inicia-se em 1º de junho de 2011. Desde 6 de agosto, quando a commodity atingiu a maior alta em 23 meses, os futuros de trigo acumulam queda de 20%. No mercado interno, a saca de 60 quilos do cereal na média no Paraná fechou em alta de 0,5% em R$ 25,93, segundo o Deral/Seab.