Commodities Agrícolas
Chuvas no Brasil Um movimento de realização de lucros após dois dias consecutivos de alta nesta semana fez com que os preços do café recuassem ontem na bolsa de Nova York. A expectativa de chuvas sobre a região produtora do Brasil deve favorecer o desenvolvimento das primeiras floradas e reduzir a preocupação em relação à falta de água que rondava o mercado. Os contratos com vencimento em março terminaram o dia cotados a US$ 1,8725 por libra-peso, queda de 305 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, a queda nas cotações nos Estados Unidos desmotivou produtores brasileiros a manterem o mesmo ritmo de vendas praticado durante os dias de alta no mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do café arábica caiu 1,58% para R$ 323,58 por saca.
Tempestade Nicole A expectativa que a tempestade tropical Nicole não cause prejuízos aos pomares da Flórida como o esperado, fez com que os preços do suco de laranja caíssem ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro terminaram o dia cotados a US$ 1,542 por libra-peso, queda de 350 pontos. Segundo a Bloomberg, a tempestade está em Cuba e a expectativa é de que deixe o sul da Flórida provocando fortes chuvas nas Bahamas e se mova em direção às ilhas da região e Miami. Com isso analistas consideram agora que a tempestade já não é mais tão relevante para o mercado. No mercado interno, a caixa de laranja para indústria foi cotada ontem a R$ 15,24. Em cinco dias, os preços acumulam alta de 0,07%, segundo levantamento do Cepea.
Safra maior na Índia Os preços do algodão na bolsa de Nova York tiveram um dia de forte queda no pregão de ontem, depois de o ministro da Agricultura da Índia, Sharad Pawar, informar que a safra do país - segundo maior produtor e exportador mundial - será maior que o previsto. Segundo ele, a oferta será superior aos 34,5 milhões de fardos estimados pela Associação de Algodão da Índia. Com isso, os contratos para dezembro terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 1,0124 por libra-peso, queda de 400 pontos em comparação ao dia anterior. Conforme a Bloomberg, no que diz respeito às exportações, a expectativa é que os indianos exportem 5 milhões de fardos no ano-safra que teve início em agosto. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,8% para R$ 2,1783 por libra-peso.
Recompra de posições Depois de duas quedas consecutivas na bolsa de Chicago, os preços do milho voltaram a subir impulsionados pelo movimento de recompra de posições. Segundo a Dow Jones, a expectativa do mercado é que os fundos compraram 9 mil contratos apenas no pregão de ontem, depois de terem atuado de forma agressiva como vendedores no início da semana. Os contratos para março terminaram o dia a US$ 5,1725 por bushel, alta de 4,75 centavos de dólar. O mercado espera hoje o relatório trimestral de estoques que será divulgado pelo USDA. O documento refletirá os estoques finais da safra 2009/10 e a expectativa é de que o dado seja ajustado para cima. No Paraná, os preços médios do milho foram cotados ontem a R$ 18,12 por saca, alta de 0,5%, segundo o Deral.