Commodities Agrícolas
Feriado na China Os futuros de algodão fecharam a sexta-feira em queda na bolsa de Nova York com a especulação de que a demanda vai arrefecer enquanto o mercado estiver fechado na China. Os mercados no país asiático ficarão fechados até 7 de outubro por causa do feriado nacional. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram o pregão a 98,02 centavos de dólar por libra-peso, retração expressiva de 390 pontos. As cotações da commodity subiram 60% neste ano com o encolhimento dos estoques globais. "Momentaneamente, o mercado de algodão está claramente virando para baixo", disse à Bloomberg Mike Stevens, trader independente em Louisiana (EUA). No mercado de Itiquira (MT), a arroba da pluma voltou a subir para R$ 70,7, segundo o Imea/Famato.
Tombo em Chicago O clima mais seco em regiões produtoras dos Estados Unidos permitiu a aceleração da colheita de soja no país e derrubou as cotações do grão na sexta-feira na bolsa de Chicago. Segundo a agência Bloomberg, as chuvas na Argentina e no Brasil, que dão fôlego ao plantio da safra 2010/11, colaboraram para o tombo. Os contratos com vencimento em janeiro, que ocupam a segunda posição de entrega, encerraram a sessão a US$ 10,6675 por bushel, baixa de 49 centavos de dólar em relação à véspera. Na comparação com o fechamento da sexta-feira anterior, a queda chega a 6,1%. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos segue pouco acima de R$ 40, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Queda máxima O aumento dos estoques nos Estados Unidos ao maior patamar desde 2006 derrubou as cotações do milho na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 4,7825 por bushel, baixa de 30 centavos de dólar, a máxima permitida em um único dia naquele mercado. Conforme lembrou a agência Bloomberg, o grão subiu 33% em Chicago no terceiro trimestre deste ano, maior variação positiva para o período desde 1974. A retração de sexta foi maximizada por uma liquidação de fundos, que estavam com posições compradas em nível recorde. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 18,12, de acordo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Chuvas à vista. Os contratos futuros do trigo encerraram a sexta-feira com a quinta queda diária consecutiva, fechando a semana com o maior recuo de preços desde janeiro. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, especulações de que as chuvas vão melhorar as perspectivas da safra que está sendo plantada na Europa e Rússia motivaram o recuo. "A área seca está ficando menor, mas a chuva chegou realmente tarde nesta safra", disse Jeff McReynolds, da McReynolds Marketing, em entrevista à agência. Com isso, os papéis para entrega em março do ano que vem, negociados na bolsa de Chicago, fecharam a US$ 6,8850 por bushel, queda de 18,50 centavos de dólar. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do trigo ficou em R$ 25,71, com queda diária de 0,12%, segundo o Deral.