Commodities Agrícolas
Reversão de tendência O avanço da florada nas lavouras cafeeiras do Brasil, combinado com a melhora nas condições climáticas nas regiões produtoras, levaram a uma queda nas cotações futuras do grão negociado no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em março do ano que vem registraram um recuo diário de 145 pontos, encerrando o dia a US$ 1,7730 por libra-peso. Segundo o Morgan Stanley, os preços do café deverão ter tendência de queda nos próximos meses, uma vez que os estoques serão recompostos. "Mas enquanto a oferta estiver apertada, os preços serão pressionados", disse o banco, citado pela Bloomberg. Já no mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão ficou em R$ 308,25, com queda diária de 0,15%.
Demanda chinesa A forte demanda chinesa voltou a pressionar para cima os contratos futuros de algodão na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam com valorização de 119 pontos, a 99,75 centavos de dólar por libra-peso. Nas últimas duas semanas, a China tem vendido a fibra de suas reservas estatais para atender a demanda das indústrias têxteis, informou a Bloomberg. Desde 1º de outubro, o mercado chinês esteve fechado por causa do feriado. Hoje, dia 7, o mercado volta a funcionar normalmente. A Associação de Algodão da China disse, em 27 de setembro, que a demanda superou a produção doméstica em 3,6 milhões de toneladas no ano encerrado em 31 de agosto. Em Itiquira (MT), a arroba ficou estável em R$ 71,7, segundo o Imea/Famato.
Clima favorável O tempo favorável para colheita de grãos nos Estados Unidos ajudou a desvalorizar ontem as cotações da soja na bolsa de Chicago. Os papéis para janeiro encerraram a US$ 10,72 o bushel, queda de 9,50 centavos de dólar. O Departamento de Agricultura americano informou nesta semana que cerca de 37% das lavouras americanas estavam colhidas em 3 de outubro, 9 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos, segundo a Bloomberg. Um pouco de chuva é esperado no Meio Oeste americano durante os próximos dez dias, o que vai ajudar no desenvolvimento das culturas de ciclo tardio, sem prejudicar a firmeza do solo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para soja fechou o dia a R$ 42,12 a saca, leve alta de 0,1%, na média do Paraná.
Na trilha do milho Os contratos futuros do trigo caíram pelo sétimo dia em oito pregões ontem, desta vez devido a especulações de que a demanda global pelo cereal possa cair na esteira da queda de preços do milho. Ambas as commodities são utilizadas na produção de ração animal. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em março fecharam a US$ 6,93 por bushel, recuo diário de 5,25 centavos de dólar. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os contratos com mesmo vencimento recuaram 4 centavos, para US$ 7,115. "O trigo está seguindo o milho", disse à agência Bloomberg Jim Hemminger, especialista em gerenciamento de risco da Top Third Marketing. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do trigo ficou em R$ 25,53, com variação diária de 0,12%, segundo o Deral.