Produção industrial baiana expande 12,4% este ano
No acumulado do ano até agosto, a taxa da produção industrial baiana registrou acréscimo de 12,4%, impulsionada pelos segmentos de refino de petróleo e produção de álcool (35,7%), metalurgia básica (16%), produtos químicos (3,5%) e alimentos e bebidas (7,2%).
Nos últimos 12 meses, a expansão foi de 9,8%, sendo o refino de petróleo (21,9%), produtos químicos (7,6%) e alimentos e bebidas (4,9%) os responsáveis pelo desempenho.
A informação consta da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).
No entanto, em agosto, a produção registrou queda de 1,7% ante o mês anterior. Na comparação do mesmo mês com igual período de 2009, houve alta de 4,4%.
As quedas mais acentuadas foram registradas nos setores de celulose (-6,5%), alimentos e bebidas (-4,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,3%), metalurgia básica (-2,3%), minerais não-metálicos (-0,9%) e veículos automotores (-0,5%).
Os setores que registraram desempenho positivo em agosto foram produtos químicos (5,3%) e borracha e plástico (0,6%).
Cenário favorável – "O setor industrial baiano mostra acomodação no nível de produção, mesmo assim apresenta-se cenário favorável para o setor", avalia a economista da SEI, Carla do Nascimento.
Na comparação do mês de agosto ante igual período do ano anterior, a expansão (4,4%) representa a 11a taxa positiva consecutiva, em comparações anuais.
No período, sete dos segmentos pesquisados registraram variações positivas, destacando-se metalurgia (14,8%), produtos químicos (3,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (3,6%), em razão, respectivamente, do aumento na produção de barra, perfil e vergalhões de cobre, sulfato de amônia e polietileno de alta densidade, e de GLP e gasolina, detalha a economista.
"A única contribuição negativa veio de celulose (-2,9%), por conta da redução na produção de papel não revestido e celulose", explica Carla do Nascimento.