Commodities Agrícolas

28/10/2010

Commodities Agrícolas

 

Estoques apertados Os preços do açúcar voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York diante dos sinais de que os estoques globais do produto estão restritos. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão de ontem cotados a 24,28 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 45 pontos. Segundo a Bloomberg, o economista da Organização Internacional do Açúcar, Sergey Gudoshnikov, disse que a produção mundial no ano fiscal que teve início em outubro vai superar em 2 milhões de toneladas a demanda global do produto. O volume, contudo, é inferior aos 3,22 milhões de toneladas registrados no ano passado. No mercado interno, os preços também subiram. O indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal teve alta de 0,2%, valendo R$ 73,72 por saca de 50 quilos.

Alta do dólar A alta da moeda americana contribuiu para reduzir os preços do algodão na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março do ano que vem recuaram 567 pontos, fechando em US$ 1,1964 a libra-peso, o maior nível de queda em 14 meses. Segundo a Bloomberg, com o dólar mais alto, as commodities perdem atratividade e os investidores buscam ativos alternativos. "Enquanto o dólar americano estiver forte, o mercado de commodities ficará mais baixo, com o algodão na dianteira", diz Andy Ryan, da consultoria FCStone. Durante o pregão, a fibra caiu 6 centavos por libra, o máximo permitido na bolsa americana, depois de atingir na terça-feira o nível de US$ 1,305. No mercado interno, a arroba saltou para R$ 73,3 em Itiquira (MT), ante os R$ 71,7 do dia anterior, segundo Imea/Famato.

Estiagem nos EUA O clima adverso nas lavouras de trigo dos Estados Unidos superou o efeito da alta do dólar americano e foi decisivo para elevar as cotações da commodity nas bolsas internacionais. Em Chicago, o bushel do cereal fechou em US$ 7,4150 para março do ano que vem, alta de 10,50 centavos de dólar. Em Kansas, o mesmo vencimento encerrou o dia a US$ 7,695, valorização de 15,5 centavos de dólar por bushel. O mercado está preocupado com o tempo seco na região das grandes planícies americanas, que pode prejudicar o desenvolvimento inicial das culturas de inverno, segundo a Bloomberg. Em Kansas, o maior produtor americano de trigo de inverno, pode ter pouco ou nada de chuva nas próximas duas semanas. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos fechou estável em R$ 25,68, segundo Deral/Seab.

Nova alta em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de outubro em alta de 3,65%. Foi a nona variação positiva consecutiva do indicador, mas a menor desde a registrada na segunda quadrissemana de setembro. Nas médias ponderadas, houve ganhos tanto no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal (4,06%) quanto naquele composto por seis produtos de origem animal (2,63%). Quinze entre todos os itens pesquisados subiram, com destaque para batata (43,65%), feijão (33%), amendoim (18,36%) e laranja para mesa (11,85%). A maior retração foi a do tomate para mesa (4,62%).

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