IBGE estima queda de quase 3% na safra de 2011

11/11/2010

IBGE estima queda de quase 3% na safra de 2011


AGRONEGÓCIOS Produção do País deve chegar a 144,5 milhões de toneladas

 


O primeiro prognóstico do IBGE para a safra 2011, divulgado ontem, aponta uma queda de 2,8% na produção brasileira de grãos e oleaginosas, em relação à safra atual. Se confirmada, a produção total no País no ano que vem não ultrapassará 144,5 milhões de toneladas, com recuo na soja e no milho, principais culturas.

O instituto confirmou também a safra de 148,8 milhões de toneladas em 2010, recorde na história do País.

O gerente da coordenação de agropecuária do instituto, Mauro Andreazzi,explicaque esse é um levantamento preliminar, que ainda será corrigido mensalmente, até o final do próximo ano. Ele exemplifica que a primeira projeção da safra atual, divulgada em novembro do ano passado, apontava uma colheita 10 milhões de toneladas, menor do que a efetivamente registrada.

Andreazzi lembra que, como a produção agrícola depende muito das condições climáticas, é preciso refazer as projeções mensalmente.

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de outubro, a expectativa é que a soja,principal produto cultivado no Brasil, que representa mais de 40% da safra, alcance no ano que vem uma produção de 68,1 milhões de toneladas, com queda de 0,6% ante a safra deste ano.

O gerente disse que o recuo previsto reflete uma perspectiva de queda no rendimento, já que os produtores temem que o fenômeno La Niña, que deverá marcar o verão com secanoSul,poderáprejudicar a safra da soja na região, uma das principais produtoras dessa cultura. “Não é uma projeção ruim, a queda é pequena e comparada aumano excepcionalmente bom, acimadas expectativas”, disse. A safra de soja 2010 é 20% superior à safra anterior.

Milho Para o milho, na primeira safra do produto, que já começa a ser plantada, a perspectiva de redução é maior e chega a uma variação de -7,5%. Se a projeção for confirmada,acolheita vai atingir 31,2 milhões de toneladas. Andreazzi explica que o recuo reflete o desânimo dos produtores com os baixos preços e os elevados estoques.

Por é nele disse que há uma expectativa de melhoria na cotação do produto já que, com a quebra da safra de trigo na Rússia, agricultores europeus poderão vir a utilizar o milho, e não o trigo, para a alimentação de animais, elevando a demanda mundial pelo produto.

As notícias são melhores para o arroz com feijão, principais produtos consumidos nos lares brasileiros. A estimativa é que a safra 2011 de arroz chegue a 12,2milhões de toneladas, com aumento de 8% em relação a safra anterior.

O prognóstico positivo reflete, segundo Andreazzi, “os preços estabilizados em patamar considerado razoável”, ampliando a área de cultivodoproduto, sobretudono Rio Grande do Sul.

No que diz respeito ao feijão, a primeira safra do produto deverá apresentar um acréscimo de 26%, totalizando 1,98 milhão de toneladas.

Andreazzi explica que a projeção reflete uma base deprimida da safra anterior e,além disso, uma recomposição de preços do produto, que está estimulando os agricultores.

Segundo dados de inflação do próprio IBGE, o feijão carioca acumula um reajuste de 109% no período de janeiro a outubro de 2010.

A estimativa é que a safra 2011 de arroz chegue a 12,2 milhões de toneladas, com aumento da ordem de 8%.

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