Cursos oferecidos pela EBDA possibilitam melhoria de renda

22/11/2010

Cursos oferecidos pela EBDA possibilitam melhoria de renda

 

De acordo com a presidente da Associação dos Quilombolas de Campo Grande, Marilene dos Santos, após os cursos de pintura em tecidos e artesanato com palhas oferecidos pela EBDA, as mulheres da comunidade aprenderam a produzir tapetes, bolsas, chapéus e bocapius, que são comercializadas nas feiras livres da região.

"Nossas bolsas já são vendidas entre R$ 15 e R$ 35. Estamos muito empolgadas. O curso nos proporcionou mais uma fonte de renda, com a venda dos panos de prato e bolsas. A meta agora é produzir mais para as festas de fim de ano", adianta a quilombola.

O curso de pintura acontecia duas vezes por semana, para cerca de 20 pessoas, que aprendiam a pintar em toalhas e pano de prato.

Apicultura – Outro exemplo de sucesso é o do apicultor Genivaldo da Silva, mais conhecido na comunidade como Mil, que participou dos cursos de apicultura e resolveu investir na produção.

"Comecei trocando alguns animais (galinhas caipiras e patos) por caixas de armazenamento de mel. O sucesso foi total. Gostei e agora só me dedico à produção de mel. Já tenho 20 caixas onde cabem 120 litros de mel, e vendo de R$ 10 a R$ 15 o litro. Tenho comprador até de São Paulo e Brasília", conta, empolgado com os negócios.

Além dos quilombolas, a EBDA tem orientado e capacitado estudantes dos ensinos médio e fundamental e interessados em apicultura, meliponicultura, georreferenciamento e manejo avançado para produção do mel. Também repassa informações para apicultores e familiares sobre saúde preventiva e segurança do trabalho, cooperativismo, associativismo e resgate da cultura da abelha nativa sem ferrão, que está em extinção. Estes são alguns dos temas dos seminários, minicursos e palestras oferecidos gratuitamente aos apicultores.

Identidade e inclusão social

Segundo o diretor de Pecuária da EBDA, Elionaldo Teles, a empresa pretende capacitar todas as comunidades quilombolas da Bahia, pois o sentido é contribuir para o desenvolvimento sociopolítico e a consciência ambiental das áreas de quilombos.

O propósito é buscar a identidade e a inclusão social como forma de garantir a sustentabilidade, que há séculos foi negada, resultante da exclusão social escravocrata.

"Nossa intenção é oferecer instrumentos que permitam utilizar os recursos naturais de forma equilibrada, em sintonia com a agroecologia", explica o diretor.

O projeto junto aos quilombolas busca elevar a consciência social e possibilitar a participação efetiva dos agricultores nas discussões dos seus direitos enquanto cidadãos. E também fornecer tecnologias desenvolvidas para atender às necessidades do produtor rural.

 

 

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