Feijão-caupi é pesquisado no centro-oeste

24/11/2010

Feijão-caupi é pesquisado no centro-oeste

 

 

O feijão-caupi (Vigna unguiculata L. Walp) é conhecido por vários nomes populares regionais, inclusive como planta daninha na cultura da soja, em que a presença de sementes de caupi elimina lotes de sementes de soja. No entanto, com os resultados de pesquisa, o feijão passou por uma grande evolução no que diz respeito ao ciclo de vida, arquitetura de plantas e produtividade. Além disso, ele tem grande importância na alimentação básica da população brasileira, principalmente das regiões norte e nordeste, e pode ser consumido de várias formas: folhas novas, vagens e sementes verdes e secas que são utilizadas no preparo de diversos alimentos, e as folhas secas servem de suplemento nutritivo para animais.

É uma espécie que fixa nitrogênio da atmosfera, possui crescimento rápido, possibilitando boa cobertura do solo, além de seus resíduos em decomposição contribuirem para melhorias na fertilidade do solo. É responsável pela geração de 1,4 milhão de empregos por ano no Brasil, com produção estimada em R$ 448 milhões.

A planta é originária da África, sendo cultivada na Ásia, África, América e Europa. Tradicionalmente cultivado por pequenos agricultores, em sistema de sequeiro, com baixo nível tecnológico e cultivares tradicionais, sua produção média fica em torno de 300 kg por hectare. Porém, na região centro-oeste, especialmente no estado de Mato Grosso, é cultivado em grandes áreas, no outono-inverno, em substituição ao milho safrinha, onde as produtividades podem ultrapassar 1.000 kg por hectare. Esse aumento de produtividade é devido, principalmente, ao uso de cultivares melhoradas e utilização de tecnologias que propiciam a expressão do potencial produtivo da cultura.

Em Mato Grosso do Sul, o feijão-caupi é cultivado predominantemente por pequenos agricultores que utilizam cultivares tradicionais para consumo próprio e também para a comercialização de vagens e grãos em feiras municipais. O cultivo em grande escala ainda é experimental e restrito a poucos agricultores da região nordeste do Estado, tendo em vista a falta de informações sobre o melhor manejo da cultura, tais como: épocas de semeadura, população de plantas, controle de plantas daninhas, de insetos e doenças. Esses e outros detalhes que proporcionam a evolução da cultura estão sendo discutidos e pesquisados por profissionais da Embrapa, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), http://www.ufms.br ,Universidade Federal de Mato Gro sso do Sul (UFMS) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), visando à obtenção de plantas mais adaptadas, de alimentos mais saudáveis e nutritivos.

 

Fonte:

Gessi Ceccon
Engenheiro agrônomo
Doutor em Agricultura
Analista na Embrapa Agropecuária Oeste
BR 163, km 253
CEP 79804-970 - Dourados/MS
E-mail: gessi@cpao.embrapa.br

Aline de Oliveira Matoso
Engenheira agrônoma, mestranda
Programa de Agricultura
Departamento de Produção Vegetal
FCA, Unesp de Botucatu
E-mail: matosoagronomia@gmail.com

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