Artesanatos produzidos com fibras são comercializados na Fenagro

02/12/2010

Artesanatos produzidos com fibras são comercializados na Fenagro

 

Fotos: Heckel Jr. / Imprensa Seagri
Tapetes, mandalas, bolsas, brincos, colares e utensílios domésticos fabricados com as fibras do sisal e da piaçava são alguns dos produtos comercializados nos estandes da cadeia produtiva do sisal, no espaço intitulado Vida no Campo, dedicado à agricultura familiar, durante a 23ª Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro). A Feira acontece no Parque de Exposições de Salvador, até próximo domingo (5).

Além dos produtos, os visitantes têm a oportunidade conhecer, através dos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), o processo produtivo, que tem seu início no plantio, passa pelo desenvolvimento das fibras e segue até o destino final, a comercialização.

De acordo com a artesã e expositora, Andrea da Silva, a EBDA articulou, mobilizou, capacitou e ajudou a formar o grupo de 28 mulheres da região da bacia do Jacuípe. “O artesanato com a fibra do sisal mudou o quadro de nossas vidas, se tornou mais uma fonte de renda, e o público da feira tem correspondido com as nossas expectativas”, afirma a artesã de Nova Fátima, na Bacia do Jacuípe.

O público, ao visitar o estande, é orientado pelos técnicos da EBDA sobre cada fase do processo produtivo das fibras. “Quando apresentamos as características das fibras, suas riquezas, utilidades e a sua importância para o agricultor familiar, automaticamente é despertado o interesse nas pessoas que visitam o estande em adquirir pelo menos um dos produtos aqui expostos”, explica Gileno Santos, técnico da EBDA de Camamu. Já para o técnico da empresa Agnaldo Araújo, de Conceição do Coité, o sisal é o ouro verde do sertão, onde se tornou o maior gerador de emprego e renda da região sisaleira.

Ações


No estande da Cadeia Produtiva do Sisal pode-se acompanhar que o processo produtivo do sisal começa com o plantio. Para chegar ao produto final a planta é cortada, passada por uma máquina desfribiladora, da qual sai a fibra de sisal bruta, levada para a batedeira, de onde se extrai a fibra beneficiada, e está pronta para ser classificada, prensada, comercializada e até exportada – nesse caso, principalmente para a produção de cordas e fios.

No estande da piaçava, produto muito extraído por comunidades quilombolas e ribeirinhas, pode-se observar que toda estrutura da planta é utilizada, a exemplo da tala que serve para a produção de forros e cortinas. Já a fibra é a matéria prima para a fabricação de vassouras e artesanatos, e o coco – chamado de marfim natural – é utilizado em bijuterias e jóias.

 

Fonte:
Assimp/EBDA
02/11/10
(71) 3116-1803/ 3116-1910

Galeria: