Commodities Agrícolas

02/12/2010

Commodities Agrícolas

 

 

Influência do clima Os contratos futuros do açúcar, negociados no mercado americano, registraram ontem a maior alta em quase uma semana, em meio a preocupações de que o clima afetará a produção na Índia e no Brasil, os dois maiores produtores mundiais da commodity. Na bolsa de Nova York, os papéis para maio do ano que vem encerraram a 25,71 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 72 pontos. "O La Niña ainda está impactando a produção na Ásia e no Brasil. Na Índia e outros países produtores, há problemas com excesso de chuvas", disse Michael McDougall, vice-presidente da Newedge USA, de Nova York, em entrevista à Bloomberg. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou em R$ 75,61, com alta diária de 0,07%.

Impulso do dólar Os contratos futuros do café, negociados na bolsa de Nova York, encerraram o dia de ontem com alta de 235 pontos, a US$ 2,0355 por libra-peso. De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones, o movimento se deveu à desvalorização do dólar, que tornou os produtos americanos mais atraentes. Paralelamente, a Colômbia anunciou que sua safra de café poderá crescer 56% até 2014. Segundo o presidente do país, Juan Manuel Santos, o plantio de variedades resistentes a pragas poderá impulsionar a produção para 14 milhões de sacas em 2014 e 20 milhões de sacas em 2020. O país é o segundo maior produtor de café do mundo. Já no mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos de café ficou em R$ 360,73, com recuo diário de 0,11%.

Temor de geadas Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado encerraram ontem a US$ 1,5390 por libra-peso na bolsa de Nova York, com alta diária de 350 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a guinada nos preços foi uma reação à valorização do dólar e à aproximação do inverno no Hemisfério Norte, o que elevou os temores de geada na Flórida. O Estado americano é o segundo maior produtor de laranjas do mundo, depois do Brasil. De acordo com analistas, trata-se de um movimento normal de ampliação de posições compradas às vésperas do inverno - que ocorre também no período anterior à temporada de furacões. No mercado paulista, o indicador Cepea/Esalq para a caixa com 40,8 quilos da laranja destinada à indústria ficou em R$ 15,41.

Restrições da Índia Os contratos futuros do algodão subiram ontem pelo terceiro pregão consecutivo, depois que a Índia - o segundo maior produtor do mundo - anunciou restrições à exportação da fibra para garantir o abastecimento de seu mercado interno. Além disso, o mercado também foi influenciado por notícias de aumento na manufatura chinesa, o que demanda mais algodão. "Os números sobre manufatura chinesa estão dando suporte aos preços", disse Sharon Johnson, analista-sênior da Penson Futures, de Atlanta, em entrevista à Bloomberg. Com isso, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,2134 por libra-peso em Nova York, com alta de 400 pontos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso ficou em R$ 2,6947, alta de 0,49%.

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