Público da Fenagro confere tecnologias para o cacau

02/12/2010

Público da Fenagro confere tecnologias para o cacau

 

 

Foto: Heckel Junior/ Imprensa Seagri
Para oferecer alternativa econômica à região Sul do Estado, a cultura do cacau foi apresentada durante a 23ª Fenagro nos seus diferentes processos, desde o plantio, ao beneficiamento. Uma pequena roça foi implantada no espaço A Vida no Campo, representando os sistemas natural, de sombreamento, que preserva a biodiversidade, conhecido como Cabruca, e o Agroflorestal (Saf), que consorcia mudas de qualidade, enxertadas e resistentes à pragas como a Vassoura de Bruxa, com a seringueira e fruteiras, representando o trabalho de diversificação produtiva que está sendo implantado na região. A cadeia do cacau, juntamente com outras 19 culturas foi apresentada por especialistas da Secretaria da Agricultura, durante o evento.

A colheita do fruto, que é feita já na fase adulta da planta também está sendo demonstrada no espaço, bem como a tradicional Quebra do Cacau, onde as amêndoas são retiradas e colocadas em caixas. “As cascas do fruto servirão para adubo orgânico e ração animal e as amêndoas, prensadas para que se subtraia o mel, que servirão de matéria prima para a produção de vinagre, licor ou geléia. A polpa também é utilizada de forma artesanal ou industrial para a produção de sucos ou sorvetes. Já a placenta, que sustenta as amêndoas, pode se transformar em doces cristalizados e adubos”, detalhou o engenheiro agrônomo e fiscal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Cléssio Teles.

Depois de extraídas, as amêndoas vão para o cocho de fermentação, local coberto onde permanecem de quatro a seis dias para controle do teor alcóolico, acético e lático, garantindo qualidade ao produto. Na barcaça, a secagem é ao sol, embora os antigos secadores à lenha ainda perpetuem em algumas fazendas. Os principais destinos são as indústrias de chocolate e de moagem, para a produção do líquor, amêndoa fragmentada, da qual se retira a manteiga, de alto valor agregado e que serve de matéria prima para a produção de chocolate branco ou para a indústria de cosméticos, além de achocolatados, onde são acrescidos leite e açúcar. A qualidade da produção baiana é notória e conhecida no mundo inteiro. No mês de outubro, a produção do cacauicultor baiano, João Tavares, foi premiada como na categoria Melhor Cacau do Mundo no Salão do Chocolate, em Paris.

Para o especialista da Ceplac, Valdo Brito, a exposição evidencia o trabalho de recuperação da lavoura cacaueira, com apresentação de tecnologias de alta qualidade e disponíveis para os produtores. “Estamos aqui, mostrando as vantagens da clonagem, que geram dentre outras coisas uma uniformidade da produção e a garantia um padrão de qualidade. Já recuperamos 180 mil, dos 600 hectares plantados, o que representa um enorme avanço em produtividade”, declarou Brito, reforçando que, através do SAF, a produtividade pode chegar a 130 arrobas por hectare. Com uma produção de 142,9 mil toneladas, a Bahia é o maior produtor de cacau do Brasil, representando 95% da produção nacional.

 


Fonte:
Ascom/Seagri
Ana Paula Loiola
Tel.:(71)3115-2767/2737

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