Avança a agroindustrialização da Bahia

03/12/2010

Avança a agroindustrialização da Bahia

 

Avícola Mauricéia vai gerar 2 mil empregos diretos e 10 mil indiretos no Oeste baiano

 

Foto: Ascom Seagri
(Luiz Eduardo Magalhães – BA) - O município de Luis Eduardo, no Oeste do Estado, ganhou na noite desta quinta-feira, (2), a primeira grande avícola da região. O Complexo Avícola Mauricéia Alimentos, implantado no Distrito Industrial de Luís Eduardo Magalhães, é composto por uma fábrica de rações, abatedor industrial e unidade de armazenamento de grãos, além de granja de matrizes, e para engorda, em Barreiras. Inicialmente serão abatidos 150 mil frangos por dia, com previsão de aumento para 300 mil.
 
Para o secretário Eduardo Salles, que participou da inauguração da avícola, representando o governador Jaques Wagner, “a implantação deste empreendimento representa um grande e importante avanço na agroindustrialização da Bahia, e também na busca da autosuficiência na produção de carne de frango no Estado”.

O secretário lembrou que a Bahia só produz 50% da carne de frango que consome e 30% dos ovos. Ele destacou que com essa nova indústria, os números começam a mudar. Além disso, “a Mauricéia está gerando cerca de 2 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. E é isso mesmo que nós desejamos. Verticalizar as cadeias produtivas, para gerar empregos e renda e melhorar a qualidade de vida no campo”, afirmou.

Destacando os cuidados fitossanitários que foram observados pela Mauricéia, o secretário Eduardo Salles entregou ao presidente da indústria documentos de registro de certificação agrícola de quatro galpões, emitidos pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Adab, atestando que a Mauricéia cumpriu as exigências do Ministério da Agricultura para garantia da sanidade da produção.

“Aqui encontramos clima propício, produção de milho e de soja consolidadas, infraestrutura e a situação geográfica perfeita em relação ao mercado consumidor, além do apoio da prefeitura de Luiz Eduardo Magalhães e do governo do Estado”, disse Marcondes Antonio Tavares de Farias, diretor presidente do Grupo Mauricéia Alimentos. Ele explicou que 60% da produção vão abastecer a Bahia e demais estados do Nordeste, e 40% destinada à exportação.

De acordo com ele, quando a indústria estiver funcionando a pleno vai consumir 1.500 toneladas/dia de ração, 60% à base de milho. Pelos seus cálculos, isso representa o processamento de 300 mil toneladas/ano de milho, ou 20% da produção de milho da região Oeste.

Presidente da Associação Baiana de Avicultura, Marcelo Plácido, disse que “a Bahia segue firme na busca, em curto prazo, da autosuficiência na produção de carne de frango, para depois exportar o excedente”. Plácido afirmou que “recebemos a Mauricéia de braços abertos e comemoramos o crescimento de Luiz Eduardo Magalhães”.

Nordestinos x sulistas

“Estamos caminhando para a grande vocação do município, que é a agroindustrialização”, disse o prefeito de Luiz Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, destacando a integração entre as culturas do Nordeste e do Sul do País, entre os setores industrial e primário. “Os sulistas estão produzindo no município e os nordestinos industrializando”, disse ele, destacando as presenças no município do Complexo Coringa e agora a Mauricéia, empresas originárias de Alagoas e Pernambuco. O prefeito disse que a implantação destas fábricas e ainda a Vitamilho, que está se instalando em Barreira, é importante para a cultura do milho, “mas queremos atrair também investidores para industrializar o nosso algodão”.

“Hoje com a Mauricéia e a Coringa mais rendimentos vão chegar às propriedades rurais”, comemorou o deputado federal eleito e ex-prefeito de Luiz Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira. Foi em 2000, quando ele era prefeito, que foram iniciadas as conversações para a implantação da Mauricéia no município, processo que acabou gerando a criação do Centro Industrial.

Para Mário Negromonte Júnior, deputado estadual eleito, o desenvolvimento do Oeste significa também o desenvolvimento da Bahia como um todo. “A região é grande produtora, exporta matéria prima, mas precisa mesmo da instalação de indústrias para agregar valor à produção”. Júnior pontuou que a Seagri está no trilhando com eficiência o caminho da agroindustrialização, “que deve e precisa ser apoiada e incentiva”

Também participaram da cerimônia de inauguração o deputado federal João Leão, o vice-presidente da Associação Avícola de Pernambuco, Antonio Correa Araújo, a prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira, o diretor presidente da Sudic, Ricarco Luiz Taboza, a assessora técnica da Sudic, Reseana Patriota, a superintendente federal do Ministério da Agricultura na Bahia,Maria Delian Sodré, e o deputado federal eleito por Pernambuco, Mendonça Filho, dentre outras autoridades e convidados.

Fonte:
Ascom/ Seagri
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