Commodities Agrícolas

15/12/2010

Commodities Agrícolas

 

 


Fator Costa do Marfim O temor de que as turbulências políticas na Costa do Marfim provoque uma onda de violência no maior país produtor e exportador de cacau do mundo motivou a valorização da commodity ontem na bolsa de Nova York, informou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 2.940 por tonelada, ganho de US$ 50 em relação à véspera. Estatísticas positivas sobre produção e exportações divulgadas pelo país africano haviam contido movimentos altistas, mas as incertezas políticas voltaram a dar fôlego aos preços. Em Ilheus e Itabuna, na Bahia, a amêndoa foi negociada, em média, por R$ 79, ante os R$ 77,83 de segunda-feira, conforme levantamento realizado pela Central Nacional de Produtores de Cacau.

Tombo em Nova York Em uma época do ano em que os traders brincam que não negociam suco de laranja, mas geadas na Flórida, as cotações da commodity caíram ontem na bolsa de Nova York por conta das informações de que os danos provocados pelas adversidades climáticas aos pomares do Estado americano não estão agudos. "Não há nada palpável", disse um porta-voz do Florida Citrus Mutual à agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão negociados a US$ 1,6015 por libra-peso, baixa de 675 pontos. Apesar do tombo, os preços continuam em elevado patamar. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 15,46 no mercado spot, segundo levantamento do Cepea/Esalq.

"Nível do pânico" Perduram as preocupações em torno da oferta global de algodão, e as cotações da commodity seguem sustentadas. Mas, depois da alta de ontem na bolsa de Nova York - os contratos com vencimento em maio do ano que vem encerraram o pregão a US$ 1,3638 por libra-peso, ganho de 315 pontos em relação à véspera-, aumentou a expectativa de que um movimento de correção dos preços, para um patamar inferior, aproxima-se rapidamente, conforme relato da agência Dow Jones Newswires. "Acho que chegamos ao nível [de preços] do pânico", disse John Flanagan, da Flanagan Trading Corp. Em Itiquira (MT), a arroba foi negociada por R$ 93,30, segundo levantamento realizado pelo Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Reversão de tendência Os contratos futuros do trigo registraram ontem a maior queda em quase um mês nas bolsas dos EUA. Segundo a agência Bloomberg, o recuo foi impulsionado pelas especulações de que a demanda vai cair depois que a commodity atingiu os patamares mais altos em quatro meses, devido a problemas climáticos nos países produtores. O mercado teria sido influenciado também pelo tempo mais seco na Austrália, o que permitiu o retorno da colheita, informou a Dow Jones Newswires. Em Chicago, os papéis para março encerraram a US$ 7,6325 por bushel, queda de 17 centavos de dólar. Em Kansas, a queda foi de 20,25 centavos, para US$ 8,15 por bushel. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo permaneceu em R$ 24,67, informou o Deral.

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