Evento debate políticas públicas para o semiárido

21/12/2010

Evento debate políticas públicas para o semiárido

Ampliar os espaços de participação e controle social, integrar as ações na estrutura do Estado, fortalecer a política territorial e garantir os recursos para continuidade das ações. Essas foram as principais propostas aprovadas na plenária final do Fórum Baiano sobre Desenvolvimento e Territorialidade no Semiárido, no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Uma reflexão recorrente nos grupos foi o baixo conhecimento que o movimento social tem quanto à estrutura, ao funcionamento e à burocracia do Estado. Esse reconhecimento deu origem à proposta de criação do PAC da Formação, uma política de qualificação para a sociedade civil e o poder público.

Para os movimentos sociais, o evento foi visto como uma manifestação do Governo do Estado na ampliação do diálogo e do acolhimento das solicitações da sociedade. "Esse evento, o primeiro de outros que virão, nasce com o propósito de continuidade, e as propostas precisarão ser olhadas com sensibilidade e compromisso do governo", afirma Ivan Fontes, técnico do Movimento de Organização Comunitária.

O mesmo entendimento tem o coordenador do fórum, Jerônimo Rodrigues, que cita três pontos fundamentais para o avanço das políticas públicas: o nível de participação e a qualificação do debate, a abrangência da representação territorial e a qualidade das propostas. "O fórum apresentou um nível de amadurecimento, inclusive no reconhecimento das potencialidades e fragilidades dos diversos atores, e apontou o desafio para a construção de uma política estruturante para o semiárido baiano."

O Fórum fez parte da VII Feira do Semiárido, encerrada na última sexta-feira (17), com a participação de aproximadamente 600 pessoas, e foi uma realização do Governo do Estado, com o apoio da Universidades Federal do Recôncavo – UFRB, da Petrobras e do Banco do Nordeste.

Realizado nos dias 15 e 16 últimos, o fórum foi organizado sob quatro eixos temáticos: agricultura familiar, educação como estratégia de desenvolvimento do semiárido baiano, abordagem territorial na perspectiva da gestão e arranjos institucionais do desenvolvimento do semiárido baiano, e economia solidária e dinamização e geração de emprego e renda.

 

 


 

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