Commodities Agrícolas

27/12/2010

Commodities Agrícolas

 

 

Vendas na origem Os contratos futuros de café robusta fecharam em queda na sexta-feira na bolsa de Londres pressionados por vendas na origem de produtores do Vietnã que estão fazendo hedge, segundo a Dow Jones Newswires. Houve baixo volume de negócios e pouca liquidez no mercado já que muitos participantes pararam de negociar por causa período de Natal. Um pouco de realização de lucros por conta do fim do ano também está pesando, porém, o mercado segue fundamentalmente altista, já que a safra de robusta do Vietnã vai bem, mas a Indonésia sofreu com chuvas na florada do café, o que pode afetar a produção. Os contratos para março fecharam com queda de US$ 14 a US$ 1.997 por tonelada. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou em R$ 409,28 na quinta-feira.

Produção maior Os contratos futuros de cacau fecharam em queda na bolsa de Londres na sexta-feira, dia 24, com perspectivas de expansão da produção na Costa do Marfim, o maior produtor mundial. Os papéis com vencimento em maio recuaram 7 libras, com a tonelada valendo 2.042 libras esterlinas. De acordo com a Bloomberg, as lavouras da Costa do Marfim na safra iniciada em 1º de outubro será 1,3 de milhão de toneladas, afirmam estimativas da Macquarie Group Ltd. O número representará um aumento em relação à produção de um ano atrás, quando o país produziu 1,2 milhão de toneladas. No mercado de Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba do cacau fechou o dia 23 valendo, em média, R$ 81, ante os R$ 80 do dia anterior, segundo Central Nacional de Produtores de Cacau.

Importações chinesas O apetite chinês mantém as perspectivas altistas para a soja, que voltou a subir na quinta-feira no mercado internacional. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 13,60 o bushel, alta de 20,25 centavos de dólar na bolsa de Chicago. De acordo com a Bloomberg, os exportadores americanos venderam 827,8 mil toneladas de soja na semana encerrada em 16 de dezembro, mais de nove vezes o total da semana anterior, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Só a China foi responsável pela compra de 77% desse volume. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos de soja fechou o dia 23, quinta-feira, valendo R$ 20,13, alta de 0,25% em relação ao dia anterior, segundo levantamento do Deral/Seab.

Estiagem argentina O clima seco e quente na Argentina continua sustentando os preços do milho. Os contratos com vencimento em maio fecharam a quinta-feira, dia 23, a US$ 6,22 o bushel na bolsa de Chicago, alta de 5 centavos de dólar. De acordo com a Bloomberg, a estiagem nas regiões produtoras do Brasil também está ajudando a sustentar o mercado em alta. Depois dos Estados Unidos, os dois países sul-americanos são os maiores exportadores de grãos do mundo. "Os mercados de milho estão adicionando prêmios de clima", disse Bill Gentry, da Risk Management Commodities Inc. em Indiana. "Se a Argentina perder a próxima chuva, isso será como jogar gasolina na fogueira", afirmou ele. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão fechou em alta de 0,21% a R$ 28,18 a saca.

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