Territórios de identidade
O governo do Estado optou pelos Territórios de Identidade como nova modelagem para organizar e articular políticas públicas. Esta escolha expressa nova forma de compreender a relação estado-sociedade, onde os princípios da democracia participativa fortalecem e ampliam a democracia representativa.
Desde 2008, as ações governamentais são programadas, orçadas e executadas tendo como referência os 26 Territórios de Identidade, unidades de planejamento do Estado.
A abordagem territorial do desenvolvimento é uma concepção integradora de espaços, atores sociais, agentes, mercados, políticas públicas e recursos financeiros.
A atual política territorial é uma iniciativa voltada para aproveitar a riqueza da diversidade e valorizar o local e os sujeitos concretos na construção do desenvolvimento integrado regionalmente. A ideia é superar as desigualdades espaciais e sociais provocadas pela concentração econômica e setorial do modelo de crescimento antes aplicado na Bahia.
O desafio do próximo mandato será consolidar os Territórios como um novo modelo de Estado e operar uma transformação profunda na política e na gestão pública. É trabalhar para a mudança de mentalidades.
Algo que deve ser pensado em todos os aspectos, dos mais estruturais aos mais subjetivos e simbólicos.
Bom saber que a Bahia hoje é destaque nacional e internacional na adoção deste modelo de gestão. Semana passada, duas referências foram feitas a este respeito.
Uma pelo Banco Mundial, que classificou a proposta como “estruturante para o estado”, e a outra pela economista e professora pernambucana Tânia Bacelar, que elogiou o Governo por estar “implantando uma experiência exitosa de desenvolvimento sustentável e de protagonismo cidadão”. Complementando o artigo publicado neste espaço, pelo assessor de Comunicação, Robinson Almeida, diria que os Territórios de Identidade são a maior expressão da “revolução democrática” implantada pelo governo Wagner.