PIB do Nordeste supera média nacional

11/02/2011

PIB do Nordeste supera média nacional

 

Crescimento do Produto Interno Bruto da região ficou em 8,3% em 2010, segundo projeção do Banco Central


João Pedro Pitombo

Os principais indicadores econômicos apontam para um crescimento do Nordeste acima da média nacional em 2010. A região tem um projeção de avanço de 8,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado, ante a um crescimento de 7,3% previsto para o País.

Este cenário foi demonstrado no Boletim Regional do Banco Central (BC), publicação trimestral que apresenta as condições da economia brasileira por regiões, divulgado ontem em Salvador.

Apesar deste cenário de crescimento para o Nordeste, a expectativa é que a economia baiana tenha um crescimento mais próximo da média nacional, em torno de 7,3%, de acordo comprojeção da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Segundo o diretor de política econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, o resultado não significa que a economia baiana teve um desempenho econômico ruim. Ele afirma que é preciso considerar que grande parte da força por trás do crescimento do Nordeste vem dos programas de distribuição de renda, que possui um peso muito maior no crescimento dos estados mais pobres.

“(O crescimento baiano) é compreensível, considerando que os outros estados estão tendo um desempenho relativamente maior em função do nível de pobreza, que é mais elevado”, explica.

Assim como o crescimento econômico, as vendas no varejo também cresceram no Nordeste num nível acima da média nacional, com um avanço de 12,5%. Neste indicador, o resultado da Bahia novamente se aproxima da média nacional: enquanto o estado teve crescimento de 10,8% no varejo, o no País o avanço foi de 10,6%.

O bom desempenho da Bahia fica por conta da produção industrial, indicador em que o estado ficou acima da média da região, de acordo com dados do IBGE. O incremento em 2010 foi de 10,1%, um pouco acima dos 9,7% registrados pela região.

O boletim também aponta que a Bahia teve uma redução significativa do desemprego, mas ainda se mantém com o pior índice do País. De acordo com os dados da pesquisa mensal do IBGE, a taxa média de desemprego na Região Metropolitana de Salvador( RMS) atingiu 9,9%, ante 6% registrado no Brasil.

O diretor do BC, Carlos Hamilton Araújo, afirma que a persistência de um índice maior que o do País pode estar relacionada a questões demográficas e, possivelmente com qualificação da mão-de-obra. “Acredito que haja um descasamento entre a demanda que existe e qualidade da mão-de-obra”.

 

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