PIB baiano cresceu 7,5% em 2010

01/03/2011

PIB baiano cresceu 7,5% em 2010


O crescimento do setor de serviços foi determinante para os resultados da atividade produtiva

 

O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia apresentou expansão de 3,5% no quarto trimestre de 2010, em comparação ao mesmo período de 2009, o que resultou num crescimento acumulado de 7,5% ao longo do ano passado. Os números foram divulgados ontem em informe oficial da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).

Os dados corroboram as estimativas preliminares da SEI, divulgadas no terceiro trimestre do ano passado. Após ter crescido apenas 1,7% em 2009, o ano de 2010 caracterizou-se pela recuperação dos efeitos da crise financeira internacional.

"Este resultado de 7,5% é um marco por ser a segunda maior taxa de crescimento da economia baiana de toda a série histórica do PIB. Merece registro a forma espraiada como se deu esse crescimento, perpassando por todos os setores da economia e propiciando um novo recorde na geração de emprego", avalia o secretário do Planejamento, Zezéu Ribeiro.

Peso – Os cálculos realizados pela SEI apontam que a taxa de crescimento do PIB, no quarto trimestre foi, mais uma vez, determinada pelo setor serviços, o qual cresceu 5,1% e que, devido a seu peso na estrutura do PIB estadual (64,0%), é o que determina a tendência de crescimento da atividade produtiva.

Com taxas mais modestas, os setores da agropecuária e da indústria também apresentaram expansão de 2,2% e 1,0%, respectivamente, no quarto trimestre. No ano, os setores apresentam taxas de 8,4% (agropecuária), 8,5% (indústria) e 6,9% (serviços).

Projeções – Sobre as projeções para os próximos anos, o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, revela que "apesar de estarmos entrando em uma fase de ajustes no quadro macroeconômico nacional, com medidas de contenção de despesas em âmbito federal e estadual, a SEI projeta uma trajetória positiva para a economia baiana nos próximos quatro anos, com um crescimento médio de 5,0%, acompanhando as tendências da economia nacional, com taxas mais sustentáveis de crescimento, evitando pressões inflacionárias e sem causar exaustão na infraestrutura".

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