Commodities Agrícolas
Perspectiva de alta Após os ganhos no pregão de terça-feira, os futuros de suco de laranja recuaram na sessão de ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam em desvalorização de 285 pontos na bolsa americana, a US$ 1,7405 por libra-peso. Apesar do movimento de queda, especialistas afirmaram à agência Dow Jones Neswswires que é possível que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) volte a cortar as estimativas para a produção de laranja na Flórida no relatório que será divulgado hoje. Se confirmado o corte, que significará um estoque mais apertado, os preços da commodity poderão voltar a subir. No mercado interno, a caixa da laranja para a indústria fechou estável em R$ 15, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Realização de lucros As cotações do algodão arrefeceram ontem na bolsa de Nova York diante de sinais que os preços estão em níveis muito elevados para manter a demanda nos mesmos patamares. Os papéis com vencimento em maio encerraram o dia valendo US$ 2,0441 por libra-peso, queda de 273 pontos. Foi a segunda queda consecutiva. Na terça-feira, os futuros da pluma tombaram expressivos 700 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, as realizações de lucros nesta altura da semana foram consideradas um movimento comum. Afirmaram ainda que nos próximos dias haverá uma indicação mais clara para onde os preços vão ser direcionados no médio prazo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso fechou em alta de 0,01% com a pluma a R$ 4, 0072.
Aumento nos estoques Especulações sobre melhoras nas condições das lavouras no Brasil e na Argentina fizeram com que os preços da soja tivessem a maior queda em duas semanas ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão cotados a US$ 13,49 por bushel, em baixa de 33 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, as chuvas que atingiram a América do Sul no mês passado contribuíram para melhorar a produtividade das lavouras brasileiras e argentinas. Com isso, analistas consideram que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve em 1,9% sua estimativa para os estoques mundiais no relatório que será divulgado hoje. No Paraná, a saca foi negociada ontem a R$ 45,05, em alta de 0,09% segundo o Deral/Seab.
Clima melhor Os contratos futuros do trigo recuaram ontem nos EUA diante de especulações de que as chuvas e a neve nas regiões produtoras elevarão a produtividade do cereal, que começa a sair do período de dormência. "Cerca de 20% a 30% do trigo, especialmente a variedade dura vermelha de inverno, ainda está terrivelmente seco, mas a chuva que já caiu definitivamente ajudou", disse Jerod Leman, broker da Wellington Commodities, à agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os papéis para maio ficaram em US$ 7,5875 por bushel, com queda de 21,00 centavos de dólar. Em Kansas, papéis para o mesmo mês ficaram em US$ 8,535 por bushel, com queda de 20,5 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou o dia cotada a R$ 26,13, segundo informou o Deral/Seab.