Produção da Bahia é processada em outros estados

14/03/2011

Produção da Bahia é processada em outros estados

 


Apesar do seu papel de destaque na produção nacional, a Bahia ainda perde muito com a ausência de fábricas de processamento da castanha do caju (o verdadeiro fruto do cajueiro), como explica o engenheiro agrônomo da EDBA, José Augusto Garcia. “A castanha, que é o principal produto comercializado, sendo que de forma in natura, é quase que totalmente enviado para as fábricas existentes nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, sendo processada e exportada para outros países”, afirma.

Garcia ressalta o esforço de governos federais, como o da Fundação Banco do Brasil e do Sebrae, assim como o da própria EBDA no sentido de desenvolver a cajucultura por meio do fomento e incubação da Cooperacaju, uma cooperativa de agricultores familiares com o bjetivo de processar parte da castanha de caju do estado em pequenas unidades industriais. “Três fábricas já foram implantadas e mais três estão em fase final de conclusão para inauguração em breve, além de uma cooperativa central que está sendo planejada para executar toda a logística de comercialização”, diz.

Uma delas, com previsão para funcionamento já no período da colheira deste ano, na região de Tucano (cerca de 270 km de Salvador), beneficiaria produtores como Márcio Vander, presidente da Associação dos Produtores Rurais de Caju do Tabuleiro, que hoje comercializam a castanha in natura para os “atravessadores”.“A castanha processada representaria um incremento duas vezes maior do valor dela in natura,sem falar nos empregos que a fábrica vai trazer para a comunidade”, revela Vander.

Antes desperdiçado em torno de 85%, o pedúnculo (falso fruto), rico em vitamina C, tem apresentado relativo aproveitamento com o crescimento da demanda, segundo o agrônomo.

Vander garante que o rendimento tem sido bom com relação à castanha. “Consigo um acréscimo de maisde 200% (do valor do pedúnculo) em cima da castanha”.

Para o produtor José Macário Lisboa, de Itapicuru, a margem de lucro do falso fruto é até três vezes maior do que o da castanha.

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