Commodities Agrícolas
Realização de lucros Em um movimento de realização de lucros após a valorização registrada no início desta semana, os preços futuros do açúcar recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam a terça-feira a 25,62 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 31 pontos. No mercado internacional, outro fator que pode começar a pressionar as cotações da commodity ainda nesta semana é o avanço da safra brasileira de cana-de-açúcar. Para alguns analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a expectativa é que a oferta de produto do Brasil aumente nas próximas semanas. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos de açúcar ficou em R$ 67,90 ontem, com alta diária de 1,16%, No mês, o ganho é de 0,33%.
Mercado apertado Os contratos futuros do algodão tiveram ontem a maior alta em uma semana na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em julho fecharam o dia a US$ 1,9139 por libra-peso, com alta de 412 pontos. "O mercado está preocupado com a safra dos Estados Unidos, o maior produtor do mundo", disse em entrevista à Bloomberg o economista Gary Raines, da FCStone Fibers & Textiles. Na opinião de cinco analistas ouvidos pela agência, o USDA deverá reduzir na próxima sexta-feira sua estimativa de safra para a cultura. O órgão já indicou que os produtores americanos deverão plantar uma área 15% menor com a fibra nesta safra. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso ficou em R$ 3,8129, com recuo de 1,01%. No mês, o algodão registra queda de 1,74%.
Influência da China A elevação dos juros na China fez com que os contratos futuros da soja caíssem ontem pelo terceiro dia consecutivo na bolsa de Chicago. A preocupação do mercado é que a medida, que tem o intuito de estancar a inflação no país, possa afetar a demanda chinesa por commodities americanas. A China, afinal, é o maior mercado para os produtos agrícolas dos EUA. "Juros mais altos pressionam as commodities", disse à Bloomberg Frank Cholly Sr., estrategista da Lind-Waldock. Em Chicago, os papéis com vencimento em julho encerraram a US$ 13,8475 por bushel, recuo de 10,50 centavos. Já no mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos da soja ficou em R$ 48,40, estável. No mês, a commodity já acumula queda de 1,83%.
Estoques menores Os contratos futuros do milho subiram ontem para o maior patamar desde julho de 2008, na bolsa de Chicago, com a expectativa de que os estoques americanos irão diminuir na medida em que a demanda global pelo cereal crescerá. Segundo informou o USDA, na semana passada, os estoques do milho recuaram para o menor patamar em quatro anos em 1º de março. O órgão poderá reduzir, nesta semana, sua estimativa de oferta para o período até 31 de agosto, segundo a Bloomberg. Em Chicago, os papéis com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 7,7375 por bushel, com alta de 6,25 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Esalq/MB&FBovespa para a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 30,53, com queda de 0,88%. No mês, a commodity já recuou 1,13%.