Commodities Agrícolas

12/04/2011

Commodities Agrícolas



 



Ganhos em NY Apesar da prisão do ex-líder Laurent Gbagbo na Costa do Marfim, que abriu novas possibilidades para a liberação das exportações do país - cerca de 500 mil toneladas -, as cotações do cacau fecharam a segunda-feira em alta na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram o dia negociados a US$ 3.028 por tonelada, em alta de US$ 43. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires notaram que boas safras em países da África Ocidental já haviam evitado a queda das cotações quando Gbagbo anunciou a estatização de produção e exportações de cacau. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba de 15 quilos da amêndoa saiu, em média, por R$ 73,66, de acordo com levantamento realizado pela Central Nacional de Produtores de Cacau.

Teto em um mês Movimentos técnicos que procuram levar as cotações ao patamar de US$ 1,70 por libra-peso garantiram a alta do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão a US$ 1,6520, ganho de 240 pontos em relação à sexta-feira. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram, porém, que o movimento de negócios foi pequeno, e que há uma carência de novidades ligadas aos fundamentos de oferta e demanda. Nessa frente, espera-se mais emoções para junho, quando a temporada de furacões nos EUA estiver próxima. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco segue com indicação de R$ 15 no mercado spot, conforme levantamento do Cepea/Esalq.

Conjunção negativa O bom andamento da colheita na América do Sul e temores em relação à demanda da China nos próximos meses determinaram a queda das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 13,7975 por bushel, em baixa de 24 centavos de dólar em relação à sexta-feira. Conforme uma fonte da estatal chinesa Cofco ouvida pela agência Reuters, o país asiático poderá cancelar algumas compras por causa das baixas margens no processamento da oleaginosa. No Paraná a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 42,15, 0,80% menos que no fim da semana passada, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

Estoques magros A redução dos estoques dos Estados Unidos continua oferecendo sustentação às cotações internacionais do grão. Segundo a agência Reuters, foi esse fator que voltou a determinar a alta dos preços ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 7,8125 por bushel, ganho de 7,25 centavos de dólar em relação à sexta-feira. Com a alta de ontem, quando a soja recuou, o milho tornou-se ainda mais atraente que a oleaginosa para os produtores americanos que semearão a safra 2011/12. No Paraná, a saca de 60 quilos do milho saiu, em média, por R$ 24,14, 0,04% menos que no fim da semana passada, conforme levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.

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