Commodities Agrícolas
Demanda chinesa Os futuros do algodão encerraram o pregão de ontem com a maior queda em seis semanas em Nova York, diante de especulações de que a demanda da China poderá desacelerar. O país é o maior importador do mundo da fibra. Segundo a China National Cotton Reserves Corp., citada pela Reuters, as importações chinesas de algodão recuaram 15% em março em relação ao mesmo período do ano anterior, para 276,4 mil toneladas. A fibra já recuou 16% após atingir o recorde de US$ 2,197 por libra-peso, em 7 de março. Em Nova York, os papéis para entrega em julho fecharam a US$ 1,8557 por libra-peso, com queda diária de 534 pontos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso ficou em R$ 3,7491, com queda diária de 0,44%. No mês, a commodity recuou 3,38%.
Recuperação frágil Pelo segundo dia consecutivo, os preços futuros da soja negociados no mercado internacional encerraram em queda. Desta vez, o que pautou o mercado foi a percepção de que a demanda mundial por commodities, incluindo a soja, irá desacelerar dada à recuperação ainda incerta da economia global. Além disso, "há o temor de que a recuperação global possa estar tropeçando devido à alta nos custos de energia", disse Gregg Hunt, analista de mercado da Archer Financial Services, em entrevista à Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 13,4100 por bushel, com uma queda de 38,75 centavos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 46,72, com variação negativa de 0,60%. No mês, a soja caiu 5,23%.
Influência do petróleo Os contratos do milho fecharam ontem com queda de 23,75 centavos de dólar na bolsa de Chicago, a US$ 7,575 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o milho recuou depois de bancos recomendarem a seus clientes que realizassem lucros diante dos sinais de "destruição da demanda" no petróleo. O petróleo caiu mais de 3% e puxou para baixo os grãos, uma vez que o etanol é feito de milho. "Acho que o petróleo foi o fator nº 1 a martelar os grãos", disse Terry Reilly, analista do Citigroup. Em um movimento pouco usual, os contratos do milho foram negociados por um breve período de tempo acima dos de trigo, gerando especulações de que os pecuaristas dos EUA possam usar mais trigo na ração animal. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 30,36, com queda de 0,26%.
Efeito Japão O temor de que a demanda pelas commodities agrícolas dos EUA arrefeça por conta da escalada da crise nuclear no Japão fez os futuros do trigo encerrarem o pregão de ontem com a maior queda em quatro semanas. O Japão, segundo maior comprador de trigo dos EUA em 2010, elevou o grau de severidade de sua crise nuclear após outros terremotos atingirem o país e a radiação de uma usina aumentar. Com isso, os papéis com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 7,9225 por bushel, com queda diária de 39,50 centavos de dólar em Chicago. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os mesmos papéis fecharam a US$ 9,045, queda de 24,75 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos ficou em R$ 27,10, segundo o Deral.