Novos cultivares de mamona incrementam produção em Iraquara
Foto: Heckel Jr.
Para testar novos materiais genéticos de mamona, a Secretaria da Agricultura, através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, (EBDA), distribuiu, na região de Iraquara, para a safra agrícola 2010/2011, cerca de 4.500 quilos de sementes de mamona, a 900 agricultores familiares com tradição de cultivo dessa oleaginosa.
Os cultivares distribuídos, com características próprias para a região semiárida, foram desenvolvidos pela empresa em parceria com a Embrapa. As variedades são a EBDA MPA 11, já lançada e registrada junto ao Ministério da Agricultura; EBDA MPA 34, já registrada, com lançamento previsto para este ano, e EBDA MPA 35, em processo de lançamento.
Segundo o engenheiro agrônomo da empresa, Valfredo Vilela, estes cultivares estão sendo observados em áreas de produção e instaladas Unidades de Demonstração na região de Iraquara, tanto para os agricultores poderem avaliar o seu comportamento, como fazer uma comparação com os cultivares tradicionalmente plantados, muitas vezes de produtividade. “A partir de uma avaliação, no campo, é mais fácil para estes agricultores assimilarem as tecnologias preconizadas e adotá-las em suas propriedades”, explicou Vilela.
No Território da Chapada Diamantina, onde o município de Iraquara está localizado, os cultivares recomendados pela pesquisa são a Nordestina, Paraguaçu, EBDA MPA 11, e EBDA MPB 01, além da EBDA MPA 34, e da EBDA MPA 35, as novas opções, em lançamento. “Estes materiais têm qualidades, como grande emissão de ramos laterais, com a formação de até 60 cachos por planta, precocidade, mais tolerância às condições do semiárido, bem como a ataques de pragas e doenças”, afirmou o agrônomo.
De acordo com Luana Cerqueira, engenheira agrônoma da EBDA, lotada em Iraquara, grande parte dos agricultores familiares beneficiados expressaram boa aceitação com relação às cultivares plantadas, e receptividade às recomendações técnicas feitas pelos profissionais da empresa. As variedades apresentadas serão recomendadas para cultivo nas regiões produtoras do Estado da Bahia.
Recomendações
Para a cultura da maioria das variedades recomendadas de mamona, Cerqueira recomenda que os espaçamentos do plantio sejam de 4 metros entre fileiras, e 2 metros, entre linhas. Nos casos de culturas consorciadas, a recomendação é para que o plantio da cultura adjacente seja, pelo menos, 20 dias após o plantio da mamona, mantendo uma distância mínima de 1 metro entre plantas. Outra recomendação é sobre a manutenção da área livre de plantas invasoras, em especial, nos dois primeiros meses após o plantio, período em que a competição entre plantas torna-se prejudicial.
Para o agricultor familiar Alonso Lopes dos Anjos, de Iraquara, que utiliza variedades recomendadas pela EBDA, as novas cultivares têm mostrado um bom desenvolvimento, e indicam uma produtividade diferenciada.
Importância
A mamoneira (Ricinus communis L.), também conhecida como carrapateira, pertencente a famílias das Euforbiáceas, tem no Estado da Bahia o seu maior produtor nacional. É uma planta de grande importância comercial, devido, principalmente, às propriedades singulares do óleo retirado de suas sementes, o qual possui diversas utilidades. Na ricinoquímica (setor da indústria química), o óleo é utilizado para a fabricação de produtos, como óleos para aviação; próteses medicinais; mistura com componentes de alta estabilidade; nas indústrias aeronáutica, médica e ortopédica, dentre outras utilidades.
Como uma oleaginosa possível de ser utilizada na produção de biocombustível, a mamona é uma das culturas preferidas pelos agricultores familiares do semiárido, o que tem alavancado investimentos em pesquisas, na busca de variedades cada vez mais produtivas.
Fonte:
EBDA/Assimp
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