Commodities Agrícolas
Fatores externos Os contratos futuros do café arábica encerraram o pregão de ontem, na bolsa de Nova York, em baixa. Segundo a Dow Jones Newswires, o movimento se deveu à reação do mercado a fatores externos, que incluíram a advertência sobre o panorama de crédito nos EUA pelo S&P's. "Isso deixou o mercado nervoso e levou a algumas pessoas a se afastar de riscos com commodities em geral", disse à agência Marcio Bernardo, da Newedge. "Os fundamentos do café não foram alterados. A queda foi motivada por fatores externos e nada relacionado especificamente ao café", completou. Em Nova York, papéis para julho ficaram a US$ 2,8740 por libra-peso, recuo de 370 pontos. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 520 e R$ 530, segundo o Escritório Carvalhaes.
Pouca chuva A possibilidade de haver um atraso no plantio de soja nos Estados Unidos por conta do clima frio e úmido que deve atingir o Meio Oeste americano nas próximas duas semanas fez com que as cotações do grão subissem ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho terminaram o dia cotados a US$ 13,5575 por bushel, com ganho de 12,50 centavos. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o mau tempo pode reduzir o rendimento das lavouras americanas. Além disso, as baixas temperaturas já começam a preocupar os agricultores, já que o solo muito frio atrapalha a germinação das sementes. Apesar as alta em Chicago, no mercado interno os preços recuaram na segunda-feira. No Paraná, a saca foi negociada ontem a R$ 40,65, segundo dados do Deral/Seab.
Atraso no plantio O desenvolvimento das lavouras de milho dos Estados Unidos está atrasado em relação ao ano passado. Segundo o Departamento de Agricultura (USDA), o frio e o clima úmido deixaram o solo em condições inapropriadas para a entrada de máquinas agrícolas. Cerca de 7% do milho havia sido plantado até ontem, uma queda de 16% em relação ao mesmo período de 2010. A média dos últimos cinco anos foi de 8%. A notícia impactou o mercado. Em Chicago, os contratos futuros com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 7,5950 por bushel, com alta diária de 10 centavos de dólar. Já no mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 29,95, com variação negativa de 0,50%. No mês, a commodity acumula queda de 3,01%.
Clima ruim Os futuros do trigo registraram ontem a maior alta em duas semanas nas bolsas americanas, devido a temores de que a persistência do clima seco nas regiões produtoras dos EUA reduza a produtividade da safra atual. Segundo o Commodity Weather Group, o Sudeste do país continuará com baixa precipitação nas próximas duas semanas. Em Chicago, os papéis com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 8,1075 por bushel, com alta de 30,75 centavos de dólar. Já na bolsa de Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os contratos com o mesmo vencimento subiram 30,1 centavos, a US$ 9,065 por bushel. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos ficou em R$ 27,05, sem variação diária, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).