Commodities Agrícolas
Forte correção
A após a alta "exagerada" no pregão de quarta-feira, os contratos futuros de café passaram por uma correção na quinta-feira e fecharam em forte queda na bolsa de Nova York. Os papéis para julho encerraram valendo US$ 2,9455 por libra-peso, desvalorização de 490 pontos. Foi a maior retração em três semanas, segundo a agência Bloomberg. Um dia antes, na quarta-feira, a commodity tinha atingido o maior valor em quase 14 anos, o que foi considerado um exagero pelo mercado. No ano passado, o preço do café mais que dobrou diante de preocupações de que a produção do Brasil poderia não acompanhar a demanda. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica teve alta de 0,16% na quarta-feira, dia 20, fechando a R$ 535,36 a saca de 60 quilos.
Realização de lucros
Os futuros de suco de laranja recuaram na quinta-feira na bolsa de Nova York com realização de lucro dos fundos. No último dia de pregão na semana, os contratos com vencimento em julho fecharam com queda de 255 pontos a US$ 1,6790 por libra-peso. De acordo com a Dow Jones Newswires, nos dois pregões anteriores ao de quinta-feira, as cotações do suco de laranja subiram fortemente por conta do temor de que furacões pudessem prejudicar a produção da fruta na Flórida. O mercado aproveitou a alta, sobretudo a de quarta-feira, que foi a maior em cinco semanas, para realizar lucro, segundo analistas. No mercado interno, a laranja pêra in natura fechou a quinta-feira em queda de 8,47% com a caixa de 40,8 quilos valendo R$ 17,08, de acordo com o Cepea/Esalq.
Atraso no plantio
A possibilidade de atrasos no plantio de soja nos Estados Unidos por causa das baixas temperaturas e do clima seco fez as cotações do grão subirem na bolsa de Chicago. Na quinta-feira, o contrato com vencimento em julho fechou a US$ 13,8975 por bushel, alta de 20,50 centavos de dólar. De acordo com a Bloomberg, a valorização também se deveu ao aumento de vendas do grão americano para a China. Foram exportados no total 348,960 mil toneladas na semana encerrada em 14 de abril, mais que o dobro dos 130,191 mil toneladas da semana anterior. De acordo com o USDA, mais de 50% desse total foram para o mercado chinês. Em Lucas do Rio Verde (MT), o grão fechou estável no dia 20 de abril, valendo R$ 34,80 a saca, segundo o Imea/Famato.
Clima seco nos EUA
Especulações climáticas voltaram a elevar os preços do trigo nas bolsas americanas. Na última quinta-feira, os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 8,3475 por bushel em Chicago, alta de 14 centavos de dólar. Em Kansas, o mesmo vencimento subiu 12,25 centavos de dólar com o bushel a US$ 9,43. De acordo com a Bloomberg, a valorização do cereal - a quarta em cinco sessões - ocorreu porque o mercado teme que o clima adverso possa reduzir a produção americana. Citando a universidade do Nebraska, a agência informa que mais de 60% do Estado do Texas sofre com o clima extremamente seco, condição que se estende também a Oklahoma e a partes do Kansas, o segundo maior produtor americano. No mercado do Paraná, o trigo ficou estável em R$ 27,10 a saca no dia 20 de abril, segundo o Deral/Seab.