Commodities Agrícolas
Ameaça climática As ameaças climáticas que podem prejudicar as lavouras do Brasil e da Colômbia, os dois maiores produtores de café arábica do mundo, fizeram com que os preços da commodity atingissem ontem na bolsa de Nova York o nível mais alto em 14 anos. Os contratos para julho foram negociados a US$ 2,992 por libra-peso, em alta de 280 pontos. Segundo a Bloomberg, o ministro da agricultura da Colômbia, Juan Camilo Restrepo, informou que as chuvas e inundações que atingem o país deve elevar os preços dos alimentos e dificultar a colheita e o transporte do café. Diante da situação, analistas acreditam que os fundamentos continuarão a dar suporte às cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq fechou o dia R$ 542,70, alta de 1,04%.
Cancelamento chinês Sinais de enfraquecimento na China fizeram com que os preços do algodão caíssem ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o dia cotados a US$ 1,5202 por libra-peso, em baixa de 137 pontos. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que a China - maior importador mundial da pluma - cancelou embarques de 149 mil fardos do produto americano. Analistas consultados pela Bloomberg disseram que indústrias chinesas que acertaram a compra de algodão meses atrás estão agora tentando vender os lotes adquiridos. No mercado interno, os preços também recuaram. O indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou o dia cotado a R$ 2,9930 por libra-peso, em queda de 1,76%.
Queda na demanda Os preços da soja fecharam em baixa pelo terceiro dia consecutivo na bolsa de Chicago, na esteira da retração registrada nas cotações do milho e também na queda na demanda chinesa pelo grão americano. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 13,535 por bushel, recuo de 31 centavos de dólar. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que importadores da China estão encontrando mais facilidade em se abastecer na América do Sul e diminuindo a procura pela oleaginosa americana. Além disso, especuladores saíram de suas posições compradas em grãos para migrar para outros produtos, como ouro e prata. No mercado interno, a soja foi negociada ontem a R$ 40,88 por saca no Paraná, segundo dados do Deral/Seab.
Relatório negativo Um relatório de exportação divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sinalizando uma queda na demanda pelo trigo americano fez com que os preços do cereal fechassem em baixa ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho terminaram o dia valendo US$ 7,2925 por bushel, queda de 30 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, o documento indica que as vendas externas americanas na semana encerrada em 21 de abril somaram 348,9 mil toneladas, queda de 43% em comparação com a semana anterior. Esse foi o menor volume semanal exportado pelos Estados Unidos em seis meses. No Paraná, a saca de milho foi negociada ontem a R$ 24,11, valor estável em relação ao dia anterior, segundo dados do Deral/Seab.