Avança a agroindustrialização da mandioca na Bahia
Foto: Ascom Seagri
(Laje/Bahia) – “A instalação dessa primeira fábrica de amido modificado aqui em Laje representa a sustentabilidade de toda a região do Recôncavo. Estamos avançando no processo de agroindustrialização do Estado, esse é o caminho que trilhamos”, declarou nesta sexta-feira, 29, o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, durante a Manhã de Agronegócios, evento promovido pela Cooperativa dos Produtores de Amido de Mandioca do Estado da Bahia (Coopamido), na Fazenda Novo Horizonte, no município de Laje, a 246 quilômetros de Salvador. Ainda nesta sexta, Salles participou da Seagri Itinerante no município de Irecê.
Após o encontro, em companhia dos superintendentes da Secretaria de Agricultura (Jairo Vaz, de Política do Agronegócio, e Wilson Dias, de Agricultura Familiar), e dos diretores da EBDA, Elionaldo Teles, e da ADAB, Armando Sá, o secretário conheceu as instalações da Bahiamido, também na Fazenda Novo Horizonte.O primeiro dos quatro módulos de produção da fábrica entra em atividade em outubro. A capacidade é de produzir 50 mil toneladas de amido modificado por ano e gerar renda para 2,5 mil pessoas.
Para Salles, a instalação do fábrica vai permitir que a Bahia deixe de importar 100% do amido modificado que consome. “É uma questão sustentabilidade para a cultura da mandioca, presente nos 417 municípios baianos, e para tantas outras culturas do Estado”, salientou. A Bahia é o segundo maior produtor nacional de mandioca, perdendo apenas para o Pará. O setor é responsável no Estado pela geração de mais de 200 mil empregos diretos.
INCLUSÃO SOCIAL
Atendendo a um projeto idealizado pela Fundação Odebrecht e que visa à inclusão social e melhoria da qualidade de vida das famílias de agricultores da região, a Bahiamido vai processar a mandioca cultivada pelos pequenos produtores que fazem parte da Cooperativa de Produtores de Amido de Mandioca do Estado da Bahia (Coopamido).
“O importante é que a cultura da mandioca agregue renda ao cooperado”, disse Ivan Santana, responsável pelo Núcleo de Parcerias Sociais da Fundação Odebrecht, salientando que o objetivo do projeto é aplicar tecnologia em fazendas abandonadas, com pastagens degradadas, criando uma classe rural forte e independente.
Fonte:
Ascom Seagri
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