Commodities Agrícolas

03/05/2011

Commodities Agrícolas
 




Gangorra altista. As cotações do café encerraram a segunda-feira com mais uma forte valorização na bolsa de Nova York, novamente influenciada por incertezas em relação ao tamanho da atual safra brasileira. Como realçou a agência Dow Jones Newswires, saltos como esse, seguidos por quedas motivadas por movimentos de realização de lucros têm sido comuns, e a resultante desses altos e baixos tem sido positiva, como de fato sugerem os fundamentos de oferta e demanda disponíveis. Nesse contexto, os contratos com vencimento em julho voltaram a superar a barreira de US$ 3 por libra-peso e fecharam a US$ 3,0510, alta de 525 pontos em relação à sexta-feira. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 540 e R$ 560, segundo o Escritório Carvalhaes.

Desaceleração chinesa. Novos sinais de desaceleração das indústrias têxteis da China voltaram a pressionar para baixo as cotações do algodão na bolsa de Nova York. Os contratos para julho encerraram o dia a US$ 1,5445 por libra-peso, retração de 357 pontos. De acordo com a Bloomberg, foi a quinta queda em seis sessões. O Índice de Administração de Compras chinês recuou em abril em relação a março, de acordo com levantamento a Federação de Logística da China. Isso indica, conforme analistas ouvidos pela Bloomberg, que as indústrias têxteis chinesas estão se retraindo. Ainda, que a demanda por algodão continua fraca. Em Rondonópolis (MT), a arroba da pluma segue acima de R$ 96, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Plantio nos EUA. O milho registrou forte queda ontem na bolsa de Chicago, num dia em que traders reduziram os prêmios de risco do mercado na expectativa de avanço no plantio no oeste do Meio-Oeste esta semana. Os contratos futuros com vencimento em julho recuaram 22 centavos de dólar, ou 2,9%, e fecharam a US$ 7,3450 por bushel. Segundo a Dow Jones, o mercado "apagou" o prêmio colocado sobre os preços antes do fim de semana, quando as previsões climáticas geravam expectativa de "severo" atraso no plantio do Meio-Oeste, disse Chad Henderson, da Prime Agricultural Consultants. O clima continua sendo o principal fundamento por trás do comportamento das cotações do milho. No mercado doméstico, o indicador de preços Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 28,61, queda de 2,25% no dia.

Produto caro. Especulações de que os compradores de trigo estariam encontrando a matéria-prima a preços mais baixos que o americano em países europeus fizeram com que as cotações do cereal em Chicago iniciassem a semana em queda. Ontem, os contratos para julho fecharam a US$ 7,9175 por bushel, em baixa de 9,50 centavos. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com mesmo vencimento recuaram 11,50 centavos de dólar e caíram para US$ 8,905 por bushel. Segundo a Bloomberg, Rússia, Ucrânia e outros países da região central da Europa estariam oferecendo trigo a um preço inferior ao americano até o fim do ano. No Paraná, a saca foi negociada ontem a R$ 27,37, em alta de 0,44% de acordo com o Deral/Seab.

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