Commodities Agrícolas
Forte queda em NY Os movimentos financeiros que derrubaram as cotações das commodities em geral no mercado internacional na quinta-feira não pouparam o café. Na bolsa de Nova York, os contratos do produto com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 2,8825 por libra-peso, queda de 625 pontos em relação à véspera. Apesar do tombo, analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires destacaram que os fundamentos permanecem positivos para os preços. A oferta global é justa e o Brasil terá produção restrita em virtude da bienalidade da safra, que neste ciclo é de baixa. No mercado doméstico, a indicação de preços para a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 520 e R$ 540, segundo o Escritório Carvalhaes.
Piso desde janeiro A onda que arrastou os preços das commodities para baixo na quinta-feira, influenciada pela valorização do dólar diante de outras moedas, e o cancelamento de compras de carregamentos americanos pela sexta semana seguida derrubaram as cotações do algodão na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 1,4686 por libra-peso, baixa de 465 pontos em relação à véspera. Ainda que as cotações permaneçam elevadas, é o menor patamar desde o fim de janeiro, destacou a Dow Jones Newswires. A tendência já se refletiu em Mato Grosso, onde a arroba da pluma já está abaixo de R$ 90 nas principais praças produtoras, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à Famato.
Fuga do risco A quinta-feira de liquidação de contratos futuros de commodities ao redor dos mercados globais deixou sua marca nos preços dos principais grãos negociados na bolsa de Chicago. No caso da soja, os contratos com vencimento em julho encerraram o dia a US$ 13,2175 por bushel, baixa de 30,25 centavos de dólar. Como a liquidação decorreu de movimentos financeiros que fortaleceram o dólar, e como quanto mais forte a moeda americana menor a competitividade externa dos produtos dos EUA, a onda derrubou também milho e trigo. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em quase todas as principais praças do Estado a saca de soja está sendo negociada abaixo de R$ 40 - ainda um nível elevado.
De olho no clima O debacle dos mercados globais de commodities, impulsionado pelas trocas de apostas dos investidores que levaram à valorização do dólar, também derrubou as cotações do milho. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho registraram queda de 20,75 centavos de dólar e fecharam a US$ 7,0875. Também colaborou para a queda o fato de as exportações semanais americanas terem ficado abaixo das expectativas, conforme analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. As variações climáticas em regiões produtoras dos EUA, contudo, ainda poderão oferecer sustentação às cotações, que seguem elevadas. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão permaneceu, em média, a R$ 21,19, segundo a Secretaria da Agricultura.