Comitiva chinesa inicia visitas a fábricas e áreas de plantio de fumo na Bahia

09/05/2011

 Comitiva chinesa inicia visitas a fábricas e áreas de plantio de fumo na Bahia

 

 
Foto: Heckel Jr. / Imprensa Seagri
 
A comitiva chinesa que veio avaliar a possibilidade de liberar a exportação de charutos baianos para a China está cumprindo, desde esta segunda-feira (9), uma extensa agenda de trabalho no Estado. A programação, até a próxima sexta-feira, (13), inclui visitas a áreas de processamento, plantio e laboratórios. Hoje pela manhã, o grupo participou de seminário sobre a cadeia produtiva do tabaco e obteve informações sobre plantio, colheita e beneficiamento da produção de fumo. O encontro aconteceu no auditório da Superintendência Federal da Agricultura, nos Aflitos, em Salvador, e reuniu técnicos do Ministério da Agricultura, fiscais agropecuários, engenheiros agrônomos da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), além de representantes do setor produtivo. No início da tarde, a delegação seguiu para Cruz das Almas, dando início às visitas técnicas na região Recôncavo.
 
Fruto da Missão baiana à Ásia composta pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e pela Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), a comitiva chinesa vai conhecer, in loco, as ações realizadas pela defesa agropecuária no Estado e incluir a Bahia no tratado bilateral para a exportação do charuto. Para o secretário de Agricultura em exercício, Jairo Carneiro, o esforço feito para exportar o charuto baiano para a China converge com a política do governo Jaques Wagner, de erradicar a pobreza e melhorar a renda do trabalhador do campo. “É uma ação de extrema importância para a agricultura familiar de nosso estado”, enfatizou. 
 
Na avaliação do secretário de Defesa do Mapa, Cósam Coutinho, a exportação do tabaco representa não apenas a consolidação da qualidade do produto nacional, mas também o rompimento de barreiras comerciais e a abertura de mercados. Em sua apresentação, Coutinho destacou o panorama da defesa vegetal no Brasil e a importância da revitalização da cultura do tabaco para a economia agrícola, lembrando que o país possui 3.359 fiscais agropecuários, uma rede consolidada de laboratórios oficiais e credenciados e 106 pontos de ingresso/egresso, entre aeroportos, portos, fronteiras e estações aduaneiras. “Isso significa segurança sanitária para a nossa produção”, destacou.
 
Para a superintendente federal da Agricultura na Bahia, Maria Delian, a exportação do tabaco terá um efeito multiplicador, uma vez que diversos países do mundo conhecerão o produto baiano. “E o trabalho desenvolvido pela Adab contribuiu para o fortalecimento do setor, promovendo um salto qualitativo do produto”. 
 
PRODUÇÃO
 
A produção de tabaco na Bahia concentra-se na região do Recôncavo, principalmente na cidade de Cruz das Almas. Somente neste município, três mil empregos diretos são gerados. Em todo o Estado são mais de 12 mil empregos gerados em função da cultura do tabaco, com predominância da mão de obra feminina. E cerca de 80% da produção envolve agricultores familiares. A Bahia produz três tipos de tabaco (Brasil, Sumatra e Cuba), voltados para a fabricação do charuto.
 
Na opinião de Osvaldo da Paz, secretário executivo da Câmara Setorial do Charuto, a celebração do acordo bilateral entre a Bahia e a China é a principal aposta para a reativação do segmento do fumo. “A Bahia produz um dos melhores fumos do mundo e que está livre de doenças como o Mofo Azul. O acordo vai possibilitar a abertura de mercado, gerando trabalho e renda para milhares de agricultores”. 
 
DEFESA SANITÁRIA
 
Ainda na parte da manhã, a comitiva chinesa recebeu informações detalhadas sobre as ações de defesa realizadas na Coordenadoria Regional da Adab de Feira de Santana para a cultura do tabaco. As atividades começaram em 2009 com treinamentos de engenheiros agrônomos para a identificação da praga e procedimentos de coleta de amostras. Coordenadas por Aurino Soares e Cleômenes Torres, as ações abrangeram 20 municípios produtores, realizando georeferenciamento, inspecionando todas as linhas de plantio para coleta de amostras e aplicando inquéritos fitossanitários em 10% das propriedades – quantidade 5% superior ao que é exigido pelo Mapa. 
 
“Temos todas as ferramentas necessárias para garantir a qualidade sanitária da produção, auxiliando a sustentabilidade do agronegócio”, destacou o diretor de defesa vegetal da Adab, Armando Sá, lembrando que para dar suporte às ações defesa a Bahia dispõe de 43 barreiras fiscais informatizadas e 23 móveis, além de um centro colaborador de Defesa e Pesquisa com respaldo científico para as atividades.  
 
 
Fonte:
Ascom Adab / Seagri – 9 de maio de 2011
Ivana Ramacioti e Rodrigo Vilas Bôas
71-31152737 / 2767 / 2794
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