Commodities Agrícolas
Tailândia e Índia
O aumento da oferta de açúcar na Índia e na Tailândia fez com que as cotações da commodity recuassem na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro fecharam valendo 21,19 centavos de dólar por libra-peso, em desvalorização de 80 pontos. A produção no Estado de Maharashtra, o maior produtor de açúcar da Índia, deve alcançar o recorde de 9,15 milhões de toneladas no ano que termina em 30 de setembro, segundo informou a Bloomberg, citando a agência estatal indiana. Já a moagem de cana tailandesa pode subir para um recorde de 94 milhões de toneladas, com uma produção de 9,6 milhões de toneladas do produto. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal fechou em alta de 0,78%, com a saca valendo R$ 61,83.
Dólar mais forte
O fortalecimento do dólar no mercado internacional fez com que os preços do café fossem pressionados ontem na bolsa de Nova York e encerrassem o pregão em queda. O recuo foi o sexto consecutivo e representa a maior sequência de baixa desde 2008. Os contratos com vencimento em julho fecharam a quarta-feira cotados a US$ 2,874 por libra-peso, queda de 15 pontos. Segundo analistas consultados pela Dow Jones Newswires, o movimento de queda é atribuído a vendas de ordem técnica dos investidores. Há quem diga, no entanto, que os atuais patamares de preços começam a ser atrativos para um novo movimento de compra. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou o dia em queda de 1,48%, cotados a R$ 520,99 a saca de 60 quilos.
Estabilidade na Costa
Em meio ao forte movimento de venda de contratos na maioria das commodities agrícolas, o cacau permaneceu relativamente estável na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis para julho encerraram o dia valendo US$ 3.118 por tonelada, alta de US$ 13. De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, a commodity foi impulsionada por um salto técnico, após ter caído com força no mês passado, quando a Costa do Marfim pôs fim à sua crise política. Um navio carregado com cacau deixou a Costa do Marfim ontem pela primeira vez desde que a exportação da amêndoa foi banida no país pelo presidente Alassane Ouattara. No mercado interno, as cotações da arroba do cacau permaneceram estáveis em R$ 78 em Ilhéus e Itabuna (BA), segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Safra na Flórida
As previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos de redução da safra de laranja da Flórida fez com que as cotações do suco na bolsa de Nova York voltassem a subir. Os papéis para setembro encerraram a US$ 1,6690 por libra-peso, em valorização de 65 pontos. De acordo com informações da agência Bloomberg, a produção da Flórida será de 140 milhões de caixas, menos do que as 142 milhões projetadas em abril. O que ocorreu é que as laranjas caíram das árvores precocemente e estavam com tamanho melhor do que a média. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o mercado está se antecipando a uma redução de oferta. A caixa de laranja pera in natura teve queda de 2,89% ontem fechando a R$ 14,79, segundo Cepea/Esalq.