Commodities Agrícolas
Vendas especulativas
Pressionadas pelo fortalecimento do dólar no mercado internacional, as cotações do café tiveram uma forte queda na última sexta-feira, na bolas de Nova York. Os contratos para julho fecharam o último pregão da semana passada cotados a US$ 2,694 por libra-peso, em queda de 555 pontos. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que apesar de os fundamentos indicarem alta nos preços, no curto prazo, o capital especulativo ainda demonstra força para influenciar o mercado. Os preços na bolsa americana caíram para o nível mais baixo em cinco semanas, mesmo com a notícia de que a safra colombiana terá uma quebra de 20%. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq terminou o dia valendo R$ 529,84 por saca, em queda de 0,05%.
Safra menor na Flórida
As preocupações em relação com o abastecimento proveniente da Flórida fez com que os preços do suco de laranja fechassem o pregão da última sexta-feira em Nova York com fortes ganhos. Os contratos para setembro terminaram a semana cotados a US$ 1,7535 por libra-peso, com alta de 450 pontos. Em seu último relatório, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) previu a safra da Flórida em 140 milhões de caixas, abaixo dos 142 milhões de caixas, estimadas por analistas consultados pela Bloomberg. Os preços do suco devem seguir voláteis nas próximas semanas com o início da temporada de furações na Flórida, que tem início em julho. No Brasil, a laranja pêra foi cotada a R$ 14,94 por caixa, em alta de 0,27%, segundo o Cepea.
Exportações lentas
O enfraquecimento das exportações americanas fez com que os preços da soja terminassem o último pregão da semana passada em queda em Chicago. Os contratos para julho terminaram a sexta-feira cotados a US$ 13,295 por bushel, em baixa de 13,25 centavos. Segundo analistas consultados pela Dow Jones Newswires, além de uma queda no ritmo das vendas externas dos Estados Unidos, surgem sinais de que a demanda doméstica também está menor. Além disso, a alta do dólar no mercado internacional também contribuiu para pressionar os preços do grão, incentivando vendas especulativas por parte de alguns investidores. No mercado interno, a sexta-feira foi de alta. No Paraná, a saca foi cotada a R$ 40,80, com ganhos de 1,12%, segundo o Deral/Seab.
Pressão do dólar
A valorização do dólar no mercado internacional motivou a queda dos preços do trigo na bolsa de Chicago na última sexta-feira. Os contratos para julho foram cotados a US$ 7,2775 por bushel, em queda de 7,75 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, a alta da moeda americana alimentou a preocupação do mercado sobre uma possível queda na demanda. Com o dólar mais caro, as commodities negociadas na moeda americana passam a ser menos atrativas aos compradores estrangeiros. Além disso, a suspensão das chuvas nos últimos dias estaria beneficiando o plantio do cereal, que estava bastante atrasado em relação ao mesmo período do ano passado. No Paraná, a saca de trigo foi negociada a R$ 26,96, em queda de 0,99%, segundo o Deral/Seab.