Commodities Agrícolas
Oferta de curto prazo O futuros de açúcar fecharam em alta ontem na bolsa de Londres. Os papéis com vencimento em outubro encerraram a US$ 573,30 por tonelada, alta de US$ 1,20. De acordo com a Dow Jones Newswires, o movimento se deveu ao fato de o mercado estar com foco nos spreads entre os contratos de vencimento mais próximos. Analistas ouvidos pela agência explicam que, ambos, traders e fundos, estão comprando mais posições por causa do crescimento da preocupação com as filas de navios nos portos do Brasil. O maior foco na produção de etanol neste início de safra brasileira também ajuda a aumentar a preocupação sobre um aperto na oferta de açúcar no curto prazo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal fechou em queda de 1,37% a R$ 59,81.
Seca no Texas A forte seca que afeta o Texas (EUA) ajudou a elevar as cotações do algodão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro encerraram o dia valendo US$ 1,3430 por libra-peso, alta de 349 pontos. Avaliação da consultoria FCStone, publicada pela agência Bloomberg, indica que a produção americana da pluma pode cair por volta de 17% por causa da seca no maior Estado produtor, o Texas. Em todo o país, 42% das lavouras foram plantadas até 15 de maio, ante os 46% de igual período do ano passado. "A safra caminha para um começo ruim neste ano e essa ansiedade está mantendo o mercado firme", disse Andy Ryan, da FCStone. No mercado de Campo Verde (MT), a arroba da pluma fechou em R$ 68,80, queda de 0,86% em relação ao dia anterior, segundo o Imea/Famato.
Atraso no cultivo Assim como ocorreu com o trigo, os contratos futuros de milho subiram ontem na bolsa de Chicago por causa do atraso no plantio do grão nos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em setembro encerraram o dia valendo US$ 6,9275 o bushel, alta de 21,25 centavos de dólar. De acordo com dados do governo americano citados pela agência Bloomberg, em torno de 63% das lavouras de milho americanas estavam semeadas em 15 de maio, ante as 75% da média dos últimos cinco anos. Segundo analistas ouvidos pela agência, há regiões que estão com o plantio ainda mais atrasado, por causa da ocorrência de chuvas persistentes. No mercado interno, a saca de 60 quilos de milho fechou o dia estável em R$ 19,70 em Primavera do Leste (MT), segundo levantamento do Imea/Famato.
Risco no plantio As chuvas persistentes nas regiões de plantio dos Estados Unidos contribuíram para a alta das cotações futuras do trigo ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, o contrato para setembro encerrou o dia com ganho de 23 centavos de dólar e fechou a US$ 8,0725 por bushel. Em Kansas, o mesmo vencimento fechou a US$ 9,12 o bushel, alta de 18,50 centavos de dólar. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires afirmam que a preocupação se deve ao fato de que as chuvas podem impedir os produtores de semear as áreas que tinham planejado. Além disso, as previsões indicam frio e clima seco nessas regiões, o que aumenta a preocupação de que alguns produtores podem até desistir de plantar neste inverno. No mercado do Paraná, a saca de trigo teve alta de 0,41% ontem, fechando a R$ 27,13, segundo o Deral/Seab.