Commodities Agrícolas
Antes do feriado Os preços futuros do cacau perderam um pouco de força ontem na bolsa de Nova York depois de atingirem picos em duas semanas, mas ainda assim fecharam com ganhos antes do feriado do "Memorial Day", conforme a Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em setembro encerraram com alta de US$ 44 a US$ 3.022 por tonelada. Apesar da retomada dos embarques de cacau da Costa do Marfim e das condições climáticas favoráveis, ainda há preocupação no mercado com eventuais efeitos da crise política que paralisou o país - maior produtor mundial da amêndoa - nos últimos meses, segundo analistas desse mercado. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba do cacau ficou em R$ 76,33 ante os R$ 75 do dia anterior, conforme a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Demanda menor O mercado futuro de algodão encerrou com perdas ontem na bolsa de Nova York mesmo com a forte seca que afeta as lavouras da região do oeste do Estado americano do Texas. Os contratos com vencimento em outubro fecharam em queda de 400 pontos a US$ 1,4010 por libra-peso. Ainda que o clima adverso tenha evitado quedas maiores recentemente, a demanda está em desaceleração, segundo a Dow Jones Newswires, o que pressiona as cotações. Ontem, pela nona semana consecutiva, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que houve cancelamentos de vendas de algodão do país. Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba da pluma foi negociada em torno de R$ 70, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Clima nos EUA Adversidades climáticas em regiões produtoras de grãos dos Estados Unidos voltaram a oferecer sustentação às cotações da soja na quinta-feira na bolsa de Chicago. Em áreas do Meio-Oeste americano onde há estiagem, o plantio de milho está atrasado e o de soja também deverá sofrer as consequências. Os contratos com vencimento em agosto encerraram a sessão negociados a US$ 13,81 por bushel, ganho de 8 centavos de dólar em relação à véspera. No Paraná, a saca de 60 quilos da soja em grão destinada a processamento pelas indústrias foi cotada, em média, por R$ 42,12, 0,31% acima da média registrada na quarta-feira, de acordo com levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Disparada em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de maio com sua maior variação positiva em mais de dois anos. O salto, de 11,45%, foi determinado pelo comportamento das cotações no grupo formado por 13 produtos de origem vegetal. Este subiu, em média, impressionantes 17,54%, puxado pelas forte altas de cana-de-açúcar (33,56%) e feijão (29,45%). O grupo composto por seis produtos de origem animal, em contrapartida, registrou queda média de 3,65%, devido às pressões exercidas pelas baixas de carne de frango (10,04%), ovos (6,76%) e carne suína (6,09%), de acordo com o IEA.