Commodities Agrícolas

01/06/2011

Commodities Agrícolas



 



Exportações russas Os futuros de trigo tiveram a maior queda em três semanas com os planos da Rússia de retomar exportações após 1º de julho. Os contratos para setembro na bolsa de Chicago fecharam em queda de 36,25 centavos de dólar, com o bushel a US$ 8,32. O mesmo vencimento na bolsa de Kansas encerrou a US$ 9,275 o bushel, desvalorização de 34 centavos de dólar. De acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento russo aumenta a preocupação sobre uma grande disponibilidade do cereal. Em 28 de maio, o primeiro-ministro russo Vladimir Putin, anunciou o fim da proibição de exportação do cereal, que foi implementada em agosto passado, após seca mais severa dos últimos 50 anos. No mercado do Paraná, a saca recuou 0,30%, fechando a R$ 26,96, segundo Deral/Seab.

Aperto à vista Um cenário de possível aperto na oferta de café fez com que a commodity tivesse alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para setembro encerraram o pregão a US$ 2,6775 por libra-peso, alta de 95 pontos. De acordo com a agência Dow Jones Newswires, apesar da previsão da Organização Internacional de Café (OIC) de um aumento nas exportações da ordem de 17%, o aperto no suprimento ainda pode acontecer em virtude das chuvas torrenciais na Colômbia e por causa da possibilidade de geadas no maior produtor mundial, o Brasil. De acordo com analistas ouvidos pela agência, o enfraquecimento do dólar diante de outras moedas, normalmente um fator "altista" para as commodities, deve levar brilho também ao café. O indicador Cepea/Esalq para o grão arábica recuou 0,11%, para R$ 531,42.

Mercado climático O clima ruim nas lavouras de algodão dos Estados Unidos voltou a provocar forte alta nas cotações da pluma na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro fecharam a US$ 1,4694 por libra-peso, valorização de 508 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg, as notícias sobre as condições das lavouras americanas continuam ruins e aprofundam a preocupação sobre a quebra de safra no país, que é o maior exportador mundial da pluma. Na última semana, as áreas do Texas foram classificadas de "anormalmente" secas para "excepcionalmente" secas, de acordo com o Monitor de Seca dos Estados Unidos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou em alta de 1,20% com a libra-peso valendo 231,75 centavos de real.

Declínio americano Sinais de que a demanda global por milho dos Estados Unidos pode declinar com a abertura das exportações russas fizeram cair as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em setembro encerraram o dia a US$ 7,1750 por bushel, queda de 10,75 centavos. De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, o temor do mercado é de que a demanda pelo milho americano diminua com alguns países migrando suas demandas para adquirir trigo da Rússia para alimentação animal. A expectativa é de que a safra russa tenha menos trigo de qualidade para moagem e mais para alimentação animal. Em Sorriso (MT), compradores continuavam a ofertar R$ 19 pela saca de 60 quilos do grão, segundo informações do Imea/Famato.

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