Commodities Agrícolas
Influência do dólar Os contratos futuros do café com vencimento em setembro encerraram o pregão de ontem a US$ 2,6640 por libra-peso na bolsa de Nova York, com alta de 260 pontos, após uma forte queda no pregão anterior. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o resultado se deveu à desvalorização do dólar, que torna os produtos americanos mais atraentes para investidores estrangeiros. Rodrigo Costa, analista da Newedge, observou, porém que há poucas notícias sobre uma potencial geada no Brasil antes do início da colheita, em meados de junho, por isso o arábica tende a continuar pressionado. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 528,56, com alta de 1,95%. Em junho, o café já acumula uma desvalorização de 0,54%.
Demanda menor Os futuros do algodão fecharam ontem com a maior queda permitida na bolsa de Nova York. De acordo com a Bloomberg, isso se deveu a sinais de que a demanda internacional pela fibra americana poderá desacelerar. Os EUA são os maiores exportadores mundiais de algodão. Na semana passada, os compradores estrangeiros cancelaram 46.035 fardos encomendados no ano fiscal encerrado em 31 de julho. "Não há sinais de melhora na demanda", disse Chris Kramedjian, consultor de risco da FCStone Fibers & Textiles, em entrevista à agência. Em Nova York, os papéis com vencimento em outubro encerraram a US$ 1,3883 por libra-peso, recuo de 700 pontos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou em R$ 2,3419 por libra-peso, com alta de 0,03%.
Estoques inalterados Os contratos futuros de soja com vencimento em agosto encerraram o pregão de ontem a US$ 13,88 por bushel na bolsa de Chicago, com alta de 10,25 centavos de dólar. O resultado foi influenciado pela expectativa do mercado de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) faça mudanças pequenas em sua projeção sobre abastecimento da soja no próximo relatório sobre a safra atual, que sai amanhã. O órgão deverá fazer um modesto aumento nos estoques. Segundo 19 analistas e traders ouvidos pela Bloomberg, a expectativa é de uma oferta de 173 milhões de bushels. Já no mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos ficou em R$ 47,88, com queda de 2,17%. No mês, a oleaginosa já acumula desvalorização de 2,29%.
Produção maior Previsão divulgada pela FAO, a agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, de aumento na produção global de trigo nesta safra fez os futuros do cereal recuarem mais uma vez ontem no mercado americano. Na bolsa de Chicago, os contratos futuros com vencimento em setembro fecharam o dia a US$ 7,8050 por bushel, com recuo diário de 9,75 centavos de dólar. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, contratos para o mesmo período ficaram em US$ 8,9325 por bushel, com recuo de 15,50 centavos de dólar. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do trigo ficou em R$ 26,96, alta de 0,04%, segundo levantamento do Deral, ligado à Secretaria da Abastecimento e do Abastecimento do Paraná (Seab).