Commodities Agrícolas
Fator câmbio Os contratos futuros do café arábica com entrega em setembro deste ano encerraram o pregão de ontem na bolsa de Nova York a US$ 2,7230 por libra-peso, com alta diária de 180 pontos. De acordo com analistas de mercado ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, o movimento altista se deveu à desvalorização do dólar. O mercado, no entanto, observa com atenção a situação climática nas regiões produtoras do Brasil - o maior produtor do grão do mundo -, que pode sempre afetar o desempenho das lavouras. No momento, porém, "não há ameaças no curto prazo", dizem os analistas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 528,38, com alta de 0,02%. No mês, a commodity acumula desvalorização de 0,57%.
Melhora nas lavouras Assim como ocorreu com o milho, os futuros da soja recuaram por causa da melhora nas condições climáticas nas regiões de produção americanas. Os papéis para agosto fecharam a US$ 13,6250 na bolsa de Chicago, retração de 15 centavos de dólar. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) disse na semana passada que as reservas do grão antes da próxima colheita vão subir, uma vez que a demanda por exportação está em queda. Ainda segundo a Bloomberg, o banco central chinês aumentou o compulsório dos bancos como forma controlar a inflação, o que pode trazer algum desaquecimento na China, a maior importadora mundial do grão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná recuou 0,48% com a saca a R$ 45,36.
Clima favorável Apostas de que o clima favorável vai melhorar as condições das lavouras de milho americanas fizeram com que as cotações do grãos recuassem ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 7,29 o bushel, queda de 22,75 centavos de dólar. De acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em torno de 69% da lavoura de milho estava em condições boas ou excelentes em 12 de junho, alta de 67% na comparação com a semana anterior. "O mercado está com foco no rápido avanço do plantio e na melhora das condições das lavouras", disse à Bloomberg Nate Smith, da Linn Group. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o milho fechou com alta de 0,10%, com a saca de 60 quilos a R$ 31,22.
Colheita avançada A colheita acelerada do trigo nos EUA ajudou na queda das cotações do cereal nas bolsas americanas. Os futuros para setembro encerraram em Chicago com retração de 14 centavos, a US$ 7,62 por bushel. O mesmo vencimento em Kansas fechou a US$ 8,5875 por bushel, queda de 10,25 centavos de dólar. De acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos citados pela agência Bloomberg, em torno de 22% do trigo de inverno foi colhido até 12 de junho, acima dos 13% da média dos últimos cinco anos. A produção do trigo de inverno pode alcançar 1,45 bilhão de bushels (39,5 milhões de toneladas), 1,8% acima da previsão de maio. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal ficou estável em R$ 26,79, segundo levantamento do Deral/Seab.