Encontro destaca avanço do setor pesqueiro da Bahia

05/07/2011

Encontro destaca avanço do setor pesqueiro da Bahia

 



“A aquicultura da Bahia cresceu 150% nos últimos anos e o Estado, com seus 1.200 quilômetros de costa, tem potencial para avançar ainda mais no segmento da pesca”, declarou o secretário estadual de Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, na abertura do 16º Encontro de Pescadores no Estado da Bahia e do 2º Seminário Nacional de Pesca Artesanal, nesta segunda-feira, 4, no Centro de Convenções de Salvador.
Promovido pela Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia (Fepesba), com o apoio dos governos estadual e federal, o evento prossegue até hoje, 5. Participaram da abertura o ministro da Pesca e Aqüicultura, Luiz Sérgio de Oliveira, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, o presidente da Assembléia Legislativa do Estado, Marcelo Nilo, o presidente da Federação dos Pescadores da Bahia, José Carlos, dentre outras autoridades e representantes de entidades.
De acordo com o secretário Eduardo Salles, o segmento da pesca terá um ganho significativo com a construção pela Bahia Pesca de dois terminais pesqueiros, um em Ilhéus e outro em Salvador. “O governo entrou energicamente para estruturar o setor”, pontuou Salles. As duas obras serão entregues ainda este ano. A estimativa é que 30 mil pescadores artesanais sejam beneficiados. A encomenda para a construção das primeiras quatro embarcações para pesca oceânica é outra ação para o fortalecimento da atividade.
Outras ações do governo foram destacadas pelo secretário, como o Projeto de Fortalecimento da Pesca Artesanal, em Maragogipe, Santo Amaro e Ilha de Maré, com implantação de oito Unidades de Beneficiamento e Cessão de 58 canoas motorizadas, além da capacitação dos pescadores. Destacou ainda a capacitação e doação de duas embarcações de Pesca de Mar Aberto para as comunidades indígenas Pataxós de Coroa Vermelha.

Conforme o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, quase 100% das ações do Governo do Estado são voltadas para os pequenos pescadores, a agricultura familiar e a pesca artesanal, “até porque, em nosso estado, esse tipo de pesca é mais expressivo se compararmos à pesca oceânica ou empresarial”. Ele destacou ainda o avanço de 57% no segmento em quatro anos. “Saímos de 79 mil toneladas para 121 mil toneladas por ano”.

Albagli apresentou hoje um trabalho sobre as ações e perspectivas da empresa, e solicitou do ministro Luiz Sérgio Oliveira a inclusão de recursos no orçamento 2012 para a construção de um Terminal Pesqueiro no extremo sul do Estado. “Esta obra complementará o programa de terminais pesqueiros da Bahia, já que estão sendo construídos um terminal em Salvador e outro em Ilhéus”.

Ele reivindicou também a prorrogação do prazo para a habilitação dos pescadores baianos no Programa de Subvenção ao Preço do Óleo Diesel para Embarcações Pesqueiras, que já atendeu quase dois mil pessoas, justificando “que na Bahia, diferente de outros estados, prevalece a pesca artesanal”.

Em discurso, o governador Jaques Wagner ressaltou a vocação baiana para a produção de pescado diversificado e de qualidade. “Temos a maior costa litorânea, com quase 1,2 mil quilômetros e muitos rios bons para pesca. Precisamos fazer com a piscicultura familiar e a aquicultura familiar o mesmo que estamos fazendo com a agricultura familiar da Bahia - dar apoio na compra de equipamentos, aquisição de embarcações, enfim, dar o suporte necessário para que os trabalhadores e seus familiares tenham o sustento garantido”.

Liderança

A vocação baiana para a produção de pescado e o empenho dos trabalhadores do setor aliados às políticas públicas estão entre os fatores que contribuem para que a Bahia esteja entre os três estados brasileiros líderes na produção pesqueira. Para o sustento das famílias, os pescadores artesanais ou profissionais contam não apenas com a extensa costa litorânea e os rios que cortam o território, mas também com as aguadas construídas e povoadas, tendo o apoio do Estado, entre outros projetos de fomento à atividade como um todo.
“Precisamos compreender que o Brasil é um grande exportador de carnes bovina, suína e aves, mas também tem na aquicultura, nas fazendas marinhas, uma enorme potencialidade. Faremos investimentos na capacitação, em novas tecnologias e induziremos investimentos nessas áreas”, afirmou o ministro Luiz Sérgio de Oliveira.
A produção de alevinos quadriplicou em quatro anos na Bahia. Atualmente, o estado produz cerca de 50 milhões de peixes na fase inicial de vida. O que é produzido serve para povoar as aguadas distribuídas em várias cidades baianas. A quantidade de famílias atendidas com o Programa de Peixamento de Aguadas Públicas também cresceu, beneficiando mais de 50 mil famílias baianas.
O sertão baiano tem sido uma das regiões responsáveis por produzir peixes de água salgada. Devido aos recursos tecnológicos utilizados pela Bahia Pesca, por meio do Programa Peixe-Poço, em parceria com a Companhia de Engenharia Rural da Bahia e Prefeitura de Ipirá, as águas salinizadas de poços artesianos têm sido utilizadas para a criação de peixes, até então, comuns apenas ao Oceano Atlântico.


Fonte:
Ascom Seagri / Bahia Pesca/ Secom
Tel.:(71)3115-2737/2767/2794

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