Commodities Agrícolas
Alta do dólar A valorização do dólar em relação a outras moedas e exportações maiores de café do Brasil - o maior produtor do grão do mundo - pressionaram as cotações da commodity no mercado americano na sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em setembro deste ano fecharam o dia a US$ 2,6330 por libra-peso, com recuo diário de 530 pontos. "Não ocorreu nenhum problema climático real", disse Sterling Smith, analista da Country Hedging, em entrevista à Dow Jones Newswires, lembrando que um recuo ocorrerá somente quando novos fundamentos emergirem. Já no mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café (saca de 60 quilos) ficou em US$ 470,79, com queda diária de 1,66%. No mês, o café já acumula desvalorização de 6,14%.
Oferta abundante Os contratos futuros de cacau registraram forte desvalorização na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em setembro, mais negociados, fecharam em queda de US$ 95, cotados a US$ 3.091 por tonelada. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que o crescimento das exportações da Costa do Marfim e a valorização do dólar e da libra fizeram com que os investidores saltassem desse mercado. Os embarques da Costa do Marfim, maior produtor mundial, cresceram mais de 23% desde outubro, para 1,1 milhão de toneladas, o que eliminou os temores de aperto na oferta. Fundos aproveitaram para liquidar posições e embolsar parte dos ganhos acumulados recentemente. No Brasil, o preço do cacau em Ilhéus (BA) subiu 0,86%, para R$ 78 por arroba.
Clima ruim Os contratos futuros do milho encerraram a semana em alta na bolsa de Chicago diante das expectativas de que o clima seco previsto para as próximas duas semanas possa prejudicar as lavouras nas regiões produtoras dos Estados Unidos. O país é o maior produtor e exportador da commodity. De acordo com o serviço meteorológico dos EUA, citado pela Bloomberg, regiões de Nebraska e Indiana deverão chegar perto dos 38 graus, com forte queda na temperatura nas madrugadas, o que deverá estressar ainda mais as plantas. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 6,4225 por bushel, com alta de 17,25 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 30,67, com queda de 0,62%.
Demanda forte Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão de sexta-feira em alta. O movimento foi determinado por especulações de que produtores de ração e biocombustível americanos comprarão mais o cereal como uma alternativa ao milho. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), cerca de 220 milhões de bushels de trigo deverão ser utilizados para ração animal e uso residual este ano, 29% a mais que em 2010. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em setembro fecharam a US$ 6,5125 por bushel, com alta de 16,75 centavos de dólar. Já os contratos para o mesmo período negociados em Kansas fecharam a US$ 7,2725, alta de 3,25 centavos. No mercado paranaense, o preço médio da saca ficou em R$ 26,61, com queda de 0,22%, segundo o Deral.