Produtor que não destruir soqueiras sofrerá sanções
As soqueiras têm que ser eliminadas imediatamente após a colheita do algodão. O alerta é do secretário da Agricultura, Eduardo Salles, que participou do Seminário sobre Manejo Adequado na Destruição de Soqueiras e Tigueras de Algodão, no município de Luís Eduardo Magalhães.
O evento foi realizado, na sexta-feira última, pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), na sede da Fundação Bahia, no município.
Segundo o secretário, quem não adotar o procedimento estará colocando em risco as propriedades vizinhas. De acordo com ele, os produtores que não cumprirem a legislação fitossanitária serão multados e poderão ficar de fora do Proalba, programa do governo de incentivo à cultura do algodão.
Contra o bicudo – A medida tem por objetivo evitar que o besouro bicudo continue a se reproduzir e mantenha um nível populacional capaz de provocar danos à lavoura de algodão no ano seguinte. "Se as soqueiras forem destruídas corretamente, o produtor estará se prevenindo contra a praga", explica o coordenador do Programa do Bicudo da Abapa, José Lima Barros.
O algodoeiro tem ciclo perene, ou seja, continua vegetando após a frutificação. A manutenção das plantas no campo depois da colheita permite que elas produzam novas floradas e assim hospedem o bicudo, mantendo alto o índice populacional da praga na entressafra. A interrupção da multiplicação da praga exige ausência de algodoeiros vivos na entressafra por um período não inferior a 60 dias.