Basf começa na Bahia construção do 1º complexo acrílico da América do Sul

25/11/2011

Basf começa na Bahia construção do 1º complexo acrílico da América do Sul

A estimativa é o investimento R$ 1,2 bilhão na fábrica, a maior aplicação de recursos da empresa no continente sul-americano

 


O grande avanço na economia baiana nos últimos anos tem atraído investimentos em diversos setores, o que torna o estado o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A consolidação destes resultados atraiu para a Bahia a sede do primeiro Complexo Produtivo de Ácido Acrílico da América do Sul. O empreendimento da multinacional alemã Basf foi iniciado ontem, com o lançamento da pedra fundamental no Polo Petroquímico de Camaçari.

A estimativa é o investimento de cerca R$ 1,2 bilhão (500 milhões de euros), tornando-se a maior aplicação de recursos da multinacional na América do Sul em seus 100 anos de atuação no continente. No complexo, a produção de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP) será em escala global.

Com a implantação da indústria, a expectativa é a redução das importações no setor em US$ 200 milhões e aumentar em US$ 100 milhões as exportações, acrescentando US$ 300 milhões na balança comercial do Brasil, por ano.

Insumos – A nova planta, que começa a ser construída em 2012, deverá entrar em operação em 2014. Na indústria, serão fabricados insumos utilizados por diversos segmentos industriais, que também deverão ser atraídos para o estado como fraldas descartáveis, absorventes, tintas, detergentes, ceras, adesivos, químicos para construção, entre outros produtos.

As matérias-primas produzidas pela unidade da Basf na Bahia vão atender à demanda de todo o Brasil e da América do Sul. O presidente da Basf na América Latina, Alfred Hackenberger, disse que o complexo tem capacidade de atrair para a Bahia uma série de novos empreendimentos da cadeia de acrílicos.

Novos projetos – "Ao anunciarmos o projeto, várias empresas do setor já estão planejando se implantar no Brasil, principalmente na Bahia. Estamos negociando com outras empresas que queiram se instalar aqui (Bahia). Estas empresas utilizam o acrílico em suas produções e, com um complexo de ácido acrílico na Bahia, elas começam a se interessar em novos projetos", afirmou Hackenberger.

Segundo ele, entre os motivos que o atraíram à Bahia estão a qualidade da mão de obra, um polo petroquímico e a infraestrutura, adequados para atender às necessidades das indústrias interessadas em se instalar no estado. A construção do complexo acrílico vai gerar cerca de 800 empregos, dos quais 200 diretos e 600 indiretos, quando iniciar as atividades.

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