Palma forrageira adensada: tecnologia de convivência com o semiárido

02/12/2011

Palma forrageira adensada: tecnologia de convivência com o semiárido

 

 

  Foto: Humberto Portugal

Para garantir a segurança alimentar dos rebanhos ovino e caprino, no semiárido, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), desenvolve pesquisas e promove cursos sobre as tecnologias para agricultores familiares do Estado. No espaço destinado à ovinocaprinocultura, na 24ª Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro). A EBDA apresenta o plantio adensado da palma forrageira, como alternativa para alimentação animal e reserva estratégica de alimentos para os períodos de seca.

O engenheiro agrônomo Sérgio Ricardo Almeida, que atua na região de Juazeiro, fala sobre as pesquisas realizadas pela EBDA em relação à palma forrageira: “Experimentos no cultivo das palmas mão de moça, miúda, gigante e orelha de elefante estão sendo observados, para análise de parâmetros como: produtividade, adaptação ao clima, resposta à adubação, resistência a doenças e pragas, e avaliação das qualidades nutricionais”.

Em relação ao plantio, Almeida defende o método adensado, por garantir uma produtividade anual de até 600 toneladas/hectare, em regime de sequeiro, o que representa três vezes a produtividade observada no plantio convencional. Ele explica que a palma, apesar do alto rendimento no semiárido e das qualidades nutricionais, ainda é pouco explorada, em relação ao seu potencial. “Com cerca de 80% de água na sua composição e boa digestibilidade, a palma é um excelente alimento para os animais e ainda serve para sua dessedentação”, informou Almeida.

Rico em vitamina A, o broto da palma também pode ser utilizado como verdura, na alimentação humana, ajudando no combate a desnutrição, complementou o técnico.

Durante a feira, o engenheiro agrônomo Antônio Mendes, chefe da Estação Experimental de Ovinos e Caprinos da EBDA, em Nova Soure, demonstra como utilizar a palma na alimentação do rebanho. Ele esclarece que, depois de picada, a palma precisa ser misturada com outros alimentos ricos em fibras e proteínas, garantindo o equilíbrio da dieta. “A boa notícia é que o agricultor encontra esses complementos na sua propriedade: restos das culturas tradicionais como milho e a parte aérea da mandioca, geralmente descartados, podem ser servidos junto com a palma, diminuindo a despesa com ração durante o período seco”, garante Mendes.

 

Fonte:

EBDA/Assimp

01/12/2011

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