10/02/2012
Seagri e Serin buscam soluções para dívidas de produtores de Juazeiro
O endividamento foi discutido em reunião na Superintendência do Banco do Nordeste do Brasil
Reeditar a Lei 12.249, que perdeu a validade em 30 de novembro do ano passado, e suspender a execução judicial das dívidas de centenas de pequenos produtores dos perímetros irrigados da região de Juazeiro. Estas são as propostas das secretarias estaduais da Agricultura (Seagri) e de Relações Institucionais (Serin) para solucionar a questão do endividamento dos produtores dos projetos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) – Maniçoba, Curaçá, Tourão e Mandacaru.
Esses encaminhamentos resultaram da reunião, que aconteceu ontem na Superintendência do Banco do Nordeste do Brasil, com a participação do secretário da Agricultura, Eduardo Salles, e do subsecretário de Relações Institucionais, Pedro Alcântara, do superintendente do BNB na Bahia, Nilo Meira, e do secretário de Agricultura de Juazeiro, Agnaldo Meira, além dos líderes dos produtores dos quatro projetos.
Diversos – As dívidas foram geradas, ao longo de anos, por diversos motivos, principalmente a perda da plantação de goiaba, atingida pela praga nematóide-das-galhas, que levou à erradicação da cultura, causando graves prejuízos aos produtores, além do problema gerado pela falta de mercado para o coco. Os quatro projetos do perímetro irrigado têm grande importância econômica e social para os municípios e o estado.
São 700 famílias, pioneiras na exploração da fruticultura irrigada no Vale do Sub-médio São Francisco, que, por questões alheias às suas vontades, estão pagando hoje elevado preço por conta dessa situação. Os lotes ocupados pelas famílias geram cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos e produzem uva, limão, acerola, coco, laranja, pinha, manga e goiaba, entre outras frutas.
Endividados e sem recursos para investir, os produtores trabalham atualmente com meeiros, que ficam com a maior parte do que é obtido. "Queremos pagar as dívidas, mas precisamos de condições para isso. Não podemos perder nossos lotes, que são fruto do trabalho de uma vida inteira", disse o produtor Joseval Nascimento Pereira.