Commodities Agrícolas

29/02/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
Teto em três semanas Guiados por movimentos técnicos especulativos impulsionados pelos baixos estoques americanos, os preços do suco de laranja tiveram uma terça-feira de alta na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a US$ 1,8395 por libra-peso, alta de 280 pontos em relação à véspera e maior patamar em três semanas. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires chamaram a atenção para o recente aumento das apostas de especuladores e aguardam novas valorizações nos próximos dias. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco segue em torno de R$ 10,50, como informou na segunda-feira o Instituto de Economia Agrícola (IEA), ligado à Secretaria da Agricultura do Estado.
 
Economia americana Os futuros de algodão atingiram ontem o maior valor em três semanas na bolsa de Nova York, em meio à especulação de que a melhora do desempenho econômico dos Estados Unidos vai aumentar a demanda por commodities. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão a 92,24 centavos de dólar por libra-peso, em valorização de 157 pontos. Especialistas disseram à Bloomberg que a confiança dos consumidores americanos subiu em fevereiro para o mais alto nível em um no. Ajudaram no movimento os dados oficiais divulgados no último dia 24, de que as vendas líquidas de algodão herbáceo dos Estados Unidos subiram 10% em relação à semana anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,16% para R$ 1,6542 a libra-peso.
 
Estoques apertados Os contratos futuros de milho registraram a quinta alta consecutiva e alcançaram o maior valor em sete semanas ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para maio de 2012 subiram 8,75 centavos de dólar e encerraram a sessão a US$ 6,5725 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, as perdas na cotação do cereal já foram recuperadas depois do relatório baixista de 12 janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Embora os traders desconfiem do potencial de uma grande safra em 2012 nos EUA, os estoques apertados e o otimismo sobre a demanda para as exportações do país estão servindo de suporte para os ganhos. O indicador Cepea/Esalq desta terça-feira ficou em R$ 28,70 a saca de 60 quilos, alta de 0,70%.
 
Carona altista Os preços do trigo voltaram a subir ontem no mercado futuro americano. Na bolsa de Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam em alta de 15,50 centavos, a US$ 6,6825 por bushel. Em Mineápolis, o mesmo vencimento fechou a US$ 7,10 por bushel, uma guinada de 16,50 centavos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o trigo segue o desempenho dos mercados de soja e milho, bastante pressionados em meio à quebra da safra sul-americana, à queda dos estoques globais e à maior demanda externa por grãos dos Estados Unidos. A indefinição sobre o tamanho do próximo plantio americano também empurra os preços para cima. No Brasil, o preço médio do trigo, pago ao produtor do Paraná, caiu 0,06%, para R$ 453,48 por tonelada, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
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